(Foto: Billie-Ann Brooke e Lexie Grace)
“Aprendemos a voar como pássaros, e a nadar como peixes, mas não aprendemos a conviver como irmãos”.
Martin Luther King Jr.
“Brigas entre irmãos não é novidade, a história trás varias narrativas inclusive bíblicas. Em geral as crianças tendem a competir pela atenção, amor e afeto dos pais. Na fase infantil a concorrência se mostra através das brincadeiras.
Quando adultos, o cenário muda e a disputa cresce. O que antes não passava de diversão infantil se transforma em “jogos” mais perigosos, despertando comparações agressivas, com sentimentos danosos caracterizando assim, a rivalidade.
Inconscientemente os pais tendem a estimular tal comportamento, poucos percebem a forma sutil e super protetora que dirigem ao filho, relevada pela omissão anverso aceitação decorrente de uma suposta fragilidade.
Por mais que seja difícil para alguns pais admitirem cada filho é único, sendo amado e educado de forma diferente, não há como educar filhos com condutas e caráter desiguais de forma igual. Cada criança apresenta traços únicos de personalidade.Quando não lapidado, os maus hábitos comportamentais tendem a se estender na fase adulta. O individuo passa a repetir condutas infantis, que sinaliza falta de maturidade afetiva. O que antes não passavam de brigas bobas, transforma-se em algo mais serio.
As ofensas se tornam mais apuradas e direcionadas, afinal “as crianças cresceram”, mas continuam com os mesmos comportamentos centralizadores, egocêntricos e primitivos, relativos à primeira infância, necessitam ainda mais da aprovação e do reconhecimento, a procura pela atenção não fica restrita apenas a família é estendida aos amigos.
Cabe aos pais na função de educadores estarem atentos ao comportamento dos filhos. É muito comum que na presença dos pais, as crianças tentem utilizar de artifícios manipuladores. Isto ocorre devido à necessidade de aceitação, que se transforma em um disputado jogo de aprovação e reprovação.
É função dos pais tentarem eliminar tais comportamentos, lapidar condutas nocivas como também não super proteger um filho em relação ao outro, estimulando-os a resolverem seus conflitos de forma amistosa e gentil.
Ao barrar tais confrontos, os pais terão a oportunidade de ensinar às crianças valores imprescindíveis para uma boa convivência, ou seja, respeito às diferenças.
Ocorre que alguns pais acabam por justificar comportamentos injustificáveis burlando assim o crescimento emocional e impedindo o amadurecimento do filho, todas essas demandas tendem a dificultar ainda mais a relação fraterna e consequentemente a construção de vínculos.
A relação fraternal deve ser cultivada e estimulada pelos pais desde a infância, ajudar as crianças incentivando-as a união, cooperação e respeito é fundamental, auxiliando-as no crescimento e desenvolvimento afetivo – emocional”
Jacqueline Meireles - Psicóloga/PsicoterapeutaContato: jacquelinemeireles@hotmail.comhttp://www.psicologiaemanalise.com.br