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Segunda-feira, Maio 31, 2010

Anastasiya e Maria

Anastasiya e Maria Tolmachevy nascidas em Kursk, em janeiro de 1997 são gêmeas russas que formam uma dupla de cantoras mirins conhecida como As Gêmeas Tolmachevy.

Gêmeas siamesas são separadas

"Duas irmãs siamesas foram separadas em Goiânia. O estado de saúde delas é grave e uma sofreu falência renal. Pela primeira vez na vida, Maria Luisa e Maria Luana dormem em berços diferentes. A mãe, Larissa Nunes de 22 anos, ficou emocionada ao ver as filhas depois da separação. As gêmeas de um ano e quatro meses nasceram unidas pelo tronco e bexiga. Na cirurgia de separação, elas tiveram o fígado, o ureter, o reto e os rins separados.

O fígado, por ser capaz de se regenerar, foi dividido. Cada uma ficou com uma perna e a terceira, que não se desenvolveu, foi usada como enxerto de pele na região da barriga. A cirurgia de separação durou quase 15 horas e foi um sucesso, já que não houve nenhum tipo de problema como parada cardíaca ou hemorragia - segundo os médicos.

O Dr. Carlos Alberto Calixto que coordenou a equipe, é referência mundial em gêmeos siameses.
A separação das meninas foi a sétima realizada por ele só em Goiânia. De catorze crianças, até hoje apenas duas morreram. No caso de Maria Luisa e Maria Luana, a cirurgia de separação era a única alternativa, já que as duas corriam risco de morrer"
(Fonte: Band Jornalismo )

Giovanna e Olivia

"Tenho três filhas: Sophia com 9 anos e as gêmeas Giovanna e Olivia com 11 anos. Infelizmente, não as vejo desde Março de 2008, resultado da incompreensão – principalmente da mãe – e apoiada pela justiça brasileira que julga normal afastar filhos de seus pais, sem qualquer justificativa compreensível e ainda apelida de “ visitas”, como se pais fossem presidiários.

Faço parte de uma ONG, denominada Associação dos Pais e Mães Separados – APASE - que, mobilizados em todo o Brasil, conseguiu aprovar a Lei de Guarda Compartilhada. Atualmente, queremos aprovar um projeto lei, caracterizando um crime - a Síndrome de Alienação Parental (SAP). Fenômeno fatal no equilíbrio bio-psíquico de futuros adultos. E juízes resistem em aplicá-la. O desequilíbrio das relações começa nessas Varas.

Gêmeos, foco do seu blog, é fascinante. Quando minhas filhas gêmeas tinham por volta de três anos, criamos uma Associação de Mães de Múltiplos pelas enormes dificuldades que encontramos no Brasil, para adquirir, desde equipamentos até passeios inadequados para os carrinhos, com experiências de mães e pais sobre como encarar o desafio.

No meu caso, Sophia veio para dar uma síntese delas e criar um ambiente de amizade e ótimo relacionamento entre as três. Da minha parte, as meninas sempre foram vistas como seres independentes – embora univitelinas – com personalidades próprias e formas particulares de verem a si e o mundo. Nada de roupa igual, por exemplo. Como pai – e o fui aos 40 anos – nunca reproduzi comportamentos que recebi, daquela visão antiga de que as crianças devem ser subestimadas, sem qualquer espaço para pensar, se expressar e darem opinião sobre suas vidas e formas de encarar a existência.

Criança significa curiosidade, propensão ao risco, busca, o que dá sentido à existência e, em consequência, à vida. É espetacular quem as vê com distanciamento, sem querer imprimir nelas, de forma ostensiva, desrespeitosa e impositiva modelos e formas de pensar. Exercemos influencia pelo exemplo e pela conduta. Crianças detestam ambiguidades e mentiras. Devemos, e o fiz com as minhas (espero voltar a fazê-lo) conquistá-las com exemplos de dignidade, decência e, porque não, irreverência. Elas são sempre esperança de tornar o mundo melhor e as pessoas cada vez mais humanas.

Precisamos educar as crianças para não punir os adultos.
Educar é, em minha experiência, no sentido do Saint Exupéry, cuidar de quem cativamos. E elas adoram serem cuidadas como humanos e não como objeto de projeção de genitoras (que passam mais tempo) e, óbvio, genitores de suas neuroses e desequilíbrios. Parabéns pela iniciativa!"

Thales de Azevedo Rabello Leite é administrador de Empresas, Vice- Presidente da ONG APSE na Bahia, compõe uma OCIP com o Maestro Julio Medaglia para fundação de filarmônicas e é Fundador da primeira agência brasileira de palestrantes - 1994 .
Brasília / DF

Domingo, Maio 30, 2010

Mãe em coma dá luz a gêmeas

Uma mulher em coma na Argentina, vítima de um AVC (acidente vascular cerebral) aos cinco meses de gravidez, deu à luz duas meninas na semana passada: Martina e Mora. A mãe conseguiu sobreviver e já recebeu alta, contou ela própria à imprensa, em Buenos Aires. Ela foi submetida a duas cirurgias na cabeça, a primeira para a retirada de um coágulo e a segunda, para descomprimir o cérebro. Após 25 dias de internação, os médicos decidiram que era a hora do parto e submeteram a paciente a uma cesariana de urgência, quando ela estava com 23 semanas de gestação, com os bebês pesando 900 gramas cada. A mãe diz que "milagres acontecem”.

(Foto ilustrativa / Fonte: Sistema O Dia)

Joseph & Joseph

Os gêmeos Richard e Anthony Joseph fundaram a Joseph & Joseph em 2003, combinando suas respectivas experiências em design de produto e administração. Anthony estudou design na Central St. Martins enquanto Richard estudou administração na Cambridge University, no Reino Unido. Especializando em design para cozinha contemporânea, JJ é agora internacionalmente reconhecida por produzir alguns dos mais estilosos e inovadores produtos disponíveis, e já se tornou uma das empresas de produtos para casa que mais cresceu no mundo. A forma única de combinar forma e função conquistou reconhecimento global para seus produtos premiados.

Livro: Uma de Gêmeas

"A evidência científica constata que cerca de uma em cada oito pessoas é gerada a partir de uma concepção múltipla, em que apenas ela sobrevive até ao nascimento. Segundo a psicologia pré-natal essa pessoa, chamada de gêmeo sobrevivente, traz para a sua vida a memória celular da sua origem gemelar, que poderá ou não, ser traumática.

Para ter uma possibilidade de cura, a vivência da perda de um irmão gêmeo durante a gestação precisa de ser integrada, e a tomada de consciência dessa condição pode ser um passo importante. A partir desta vivência pré-natal nasce-se com a experiência de perda do mais íntimo, mais próximo e mais entrelaçado (física,emocional,psicológica e espiritualmente) de todos os relacionamentos humanos - o relacionamento gemelar.

Este livro interativo foi escrito a partir daquilo que venho observando na minha filha, que também perdeu uma gêmea no início da gestação. Os desenhos são dela, assim como a maioria do texto, que relata as suas afirmações e sentimentos. Pretende ajudar crianças de todas as idades a registar a sua própria história para deste modo poderem aproximar o conhecimento subconsciente que trazem da sua vivencia pré-natal daquilo que sentem na sua vida presente. Conhecer-se melhor é uma grande etapa para cuidar melhor de si e aumentar a autoestima"

Autora: Cláudia Pinheiro - Terapeuta Corporal Biodinâmica e de Intervenção em Crise para Grávidas e Bebês. Claudia tem três filhas: Rosa, Laura e Maria da Luz. Maria é gêmea sobrevivente e ilustrou o livro que a mãe lançará em breve.

Aveiro / Portugal

Sábado, Maio 29, 2010

Livro "Melhor de 3"

Nessas minhas abençoadas pesquisas virtuais, encontrei um livro chamado "Melhor de 3 - O dia-a-dia de um pai de trigêmeos".

Entrei em contato com o autor que prontamente me respondeu. Para minha surpresa, a Eliana Leal da Editora Caravansarai gentilmente me enviou um exemplar. Um presente emblemático! Li em duas horas. Gargalhei, engasguei, me emocionei e aprendi algumas coisas importantes.

É a primeira vez que leio uma história sobre gêmeos, contada pelo pai. O autor tem um senso de humor inteligente e é rigorosamente autêntico. (aprecio muito a transparência nas pessoas!) Ele descreveu a realidade nua e crua, sem romantismos - mas de forma leve e divertida. Logo nas primeiras páginas, já me apaixonei pela família. Eros não foi nada bobo quando escolheu Claudia (mãe dos trigêmeos). Ela é um ser humano apaixonante!

Gostei do prefácio, escrito por ninguém menos que uma mãe de trigêmeos, Fátima Bernardes. "Não é fácil ser pai e mãe de primeira viagem, e logo de três. Mas é difícil também controlar a vaidade e o orgulho de se sentir muito especial - exatamente por ter sido três filhos ao mesmo tempo. A leitura de cada uma das crônicas é deliciosa e vai agradar a quem tem três filhos, dois ou unzinho só. E, principalmente, àqueles que olham para os filhos como uma grande benção"

MELHOR DE 3 foi escrito por Eros Ramos de Almeida, pai dos trigêmeos João, Clara e Caio. Uma leitura obrigatória para todos que desejam ter filhos ou não.

Luana e Matheus

"Acho muito legal acompanhar os relatos desse blog e fico na torcida para que os meus filhos de 1 ano e meio também sejam amigos, unidos, especiais um para o outro e que vejam mais coisas boas do que ruins por serem gêmeos. Eles são frutos de uma gravidez super desejada, mas jamais imaginada que seria gemelar. E essa descoberta aconteceu logo nas primeiras semanas quando tive uma ameaça de aborto e procurei a emergência obstétrica em um sábado a tarde.

A notícia de que eu esperava gêmeos foi a coisa mais maravilhosa e assustadora que que eu recebi na vida pois eu não tinha casos próximos na família. Aos 7 meses de gestação eles nasceram, pesando 1200 e 1500g, e depois de longos 40 dias de CTI neonatal vieram para casa.

Hoje estão lindos, fortes, saudáveis e são a grande alegria da minha vida! Sou gaúcha de Porto Alegre, 36 anos, mãe do Matheus e da Luana: que são minha vida e através deles me (re)descubro como pessoa experimentando emoções, ampliando limites e me doando incondicionalmente. Procuro aproveitar cada dia, cada sorriso, cada nova descoberta.

Agradeço a Deus por me dar essa oportunidade tão especial de ser mãe de gêmeos.
Com carinho, criamos um blog para contar nossa história. A sua visita é sempre bem vinda"
Cristina Martin
Porto Alegre / RS

Sexta-feira, Maio 28, 2010

Mariana Telles Vaz

"Nossa infância foi muito mágica. Crescemos no Rio devido a uma proposta de trabalho que minha mãe, recém separada, havia recebido. Naquela época, era uma cidade era menos violenta , onde as crianças brincavam nas calçadas em frentes aos prédios nas tardes de sábado.Como meu pai e o resto da família havia ficado em SP, o resultado foi uma união maior ainda com minha mãe e, especialmente minha irmã. Crescemos livres, perto da praia, convivendo com bichos, jogando queimada nas tardes de colégio à sombra de jaqueiras.

Pra mim, o ponto mais positivo de ser gêmeas é a possibilidade de aprender a amar e entender o outro de uma forma absolutamente inteira, sem meio termo. O ponto negativo é justamente a dificuldade de se ponderar esse amor quando há necessidade de distância. E, também diria , a solidão. Vivemos num mundo individualista, que absolutamente não entende a lógica gemelar. Nossa diferença de personalidade era "trompe l 'oeil". À primeira vista, alguém poderia dizer que eu era a "extrovertida" e Carola a "introvertida".

Mas, a dinâmica obedecia à uma verdade oculta: Carola era mais fechada num primeiro contato, mas muito mais sedenta de contato com o mundo, de novidades, de histórias. Carola tinha sede de pessoas. Já eu, sempre transitei bem socialmente, mas fui muito reticente para aprofundar relacionamentos. Me relacionava com o mundo fundamentalmente através de minha relação com ela, com exceção de relações amorosas logicamente.

Não administro a ausência de Carola. Tento sobrevivê-la todo dia, sendo que a cada novo dia é uma incógnita se farei um progresso ou voltarei para casa mais uma vez convencida que o mundo já não vale muito a pena
"

Mariana Telles D'Utra Vaz é pós-graduada em Administração de Empresas e gêmea de Carolina Telles D'utra Vaz.

Carolina, psicanalista, escritora, extremamente sensível, auto-destrutiva, brilhante, boêmia, leitora voraz, amante de jazz e gatos. Intensa, apaixonava-se constantemente pelo amor e como boa escritora, colecionava pessoas: amigos íntimos dos mais diversos, amantes de tipos opostos, companheiros dos bares que frequentava, colegas de trabalho.

Há um ano, numa manhã de Maio, aos 32 anos, Carolina se despediu da vida. Mariana descobriu o corpo, mas não a razão de sua morte. No blog ela narra essa história, o luto e possíveis esclarecimentos.
São Paulo / SP

Antônia e Theo


“Desde o dia 8 de julho de 2004, eu e minha mulher Patrícia, aderimos oficialmente ao regime Antônia e Theo. Esses são os nomes do casal de gêmeos que tivemos naquela data e que nos proporcionam, além de muitas outras alegrias, silhuetas sempre em forma” Washington Olivetto

Quinta-feira, Maio 27, 2010

Mãe de gêmeas aos 60 anos!


Uma mulher chinesa de 60 anos que, no ano passado, perdeu uma filha de 28 anos deu à luz duas filhas gêmeas ontem em Hefei. Segundo o jornal, ela bateu o recorde como a mulher mais velha a dar à luz na China. A mulher teria decidido passar por uma fertilização in-vitro para aplacar a dor causada pela morte da filha única, Tingting. Segundo Cheng, seu marido, inicialmente, foi contra a ideia, mas acabou cedendo à sua vontade. As gêmeas nasceram com 34 semanas de gestação, em um parto por cesariana. Segundo o jornal, as gêmeas estão em uma incubadora - em um procedimento padrão em partos prematuros, mas passam bem. "O nascimento das gêmeas nos deu a coragem para continuar vivendo. Apesar de sermos idosos, temos confiança de que poderemos criá-las", disse a mãe.
(Fonte: Terra)

João Victor e Maria Fernanda

O humorista Carlos Alberto de Nóbrega e a atriz Andréa Nóbrega são pais dos gêmeos João Victor e Maria Fernanda.

Juliana Maldonado

"Minha infância foi com todos os motores funcionando numa velocidade da luz. Ter uma pessoa que é sua cópia é espelhar você, trazendo todas as suas características. Mostrando sua sombra e sua luz. Nossa relação é de muita amizade e proteção. Somos gêmeas leves, mas me sinto mais velha que ela não sei porquê. (Ela não vai gostar de ler isso)".

Juliana Maldonado é atriz e gêmea de Raquel Maldonado.

Rio de Janeiro / RJ

Raquel Maldonado

"Minha infância foi excêntrica. Eu só vejo o lado bom de ter uma irmã gêmea. Afinal não somos tão parecidas, talvez se fossemos idênticas seria irritante. Acho que sou mais intensa e mais teimosa que a Juliana. Ela é mais tranquila, tem hábito de aceitar as coisas com mais facilidade. Nossa relação é de amizade, parceria e total cumplicidade"

Raquel Maldonado é editora e gêmea de Juliana Maldonado.

Rio de Janeiro / RJ

Quarta-feira, Maio 26, 2010

A escolha dos nomes!

Meus pais vieram do interior para a capital de São Paulo com meus quatro irmãos mais velhos. Mamãe era do lar e papai funcionário público. Eu e minha vizinha de útero somos as caçulas.

Somos de uma família cristã e papai gostava muito da história de Jó, então escolheu os nomes de suas filhas. Jemima significa pomba da paz e Kesia, "acácia" cheiro de canela.

Em algumas edições bíblicas, aparecem outras versões como: Cássia ou Quezia. A terceira filha de Jó se chamava Querem-Hapuque. Talvez tivesse uma irmã com este nome, caso fossemos trigêmeas.
Pra quem quiser conferir, está no cap 42!

Por que escolhi o nome "Vizinhos de Útero" para este projeto? Quando escrevo para minha irmã, geralmente não uso meu nome, assino como "Sua vizinha de útero"

Também pensei num nome que pudesse incluir todos: Gêmeos, Trigêmeos, Quadrigêmeos, Quíntuplos, Sêxtuplos e até os Óctuplos. Em todos os casos, são vizinhos de útero! não é?

Jemima Pompeu

Laura e Paula

"Não que eu me lembre de tudo, mas lembro de ter sido muito divertida! Tinha sempre uma companhia para tudo e nós estudávamos na mesma sala no colégio, então éramos bem unidas. Mas nunca nos vestimos igual! O lado positivo é ter uma companheira para tudo, ter alguém que te entende mais do que ninguém, pois há confiança, há sincronia.

É bom o modo como as pessoas se interessam por isso e o modo como as pessoas se lembram de nós por sermos gêmeas. Nossa relação continua boa, mas é bem diferente. Hoje cada uma faz uma faculdade, eu trabalho e fico o dia inteiro fora de casa e a Paula tem namorado, portanto nós nos vemos somente a noite, quando chegamos da aula. Nós temos muitos amigos em comum, mas agora como cada uma está seguindo seu próprio rumo, isso vem mudando um pouco.

Porém, continuamos super companheiras, uma confia totalmente na outra, e isso eu sei que nós nunca vamos perder.
Eu diria que sou mais responsável e racional do que minha irmã, e ela mais impulsiva, mais direta menos chata e mais desencanada (rs). Mas achamos interessante como até gostos pessoais de música, roupas e comida são muito parecidos! A única coisa é que eu não suporto Donut's e ela ama! (rs)". Laura

Laura Canavezi é universitária e gêmea de Paula Canavezi.
São Paulo / SP

Maximilian e Emme

O cantor Marc Anthony e a atriz Jennifer Lopez são pais dos gêmeos: Maximilian David e Emme Maribel.
(Foto: Revista Quem)

Terça-feira, Maio 25, 2010

Luciana Teixeira Gomes

"Nossa infância foi muito divertida. Além de minha irmã eu tenho dois irmãos mais velhos e nós fomos criados com muito carinho. Nós éramos terríveis, por que ríamos demais e nosso quarto ficava ao lado do quarto de meus pais. Então no meio da noite ele gritava: "Luciana e Carla, eu quero dormir!!" ou então ele aparecia com um chinelo na mão para fazer terrorismo...mas se ele não fizesse, passávamos a madrugada gargalhando.

Ficávamos conversando baixinho para não levar bronca do meu pai e acabávamos dormindo na mesma cama - isso era um hábito.
Estudamos juntas e sempre tivemos amigas e amigos gêmeos: como: (Grizieli e Daniele) (Osvaldo e Orlando) e (Leda e Amanda). Acredito sim, que há uma identificação entre os gêmeos. Tínhamos aqueles lances de saber o que a outra está pensando e sentindo só pelo olhar ou pelo tom da voz – tamanha era a nossa sintonia. Eu uso os verbos no passado, por que a Carla mora na Irlanda atualmente, então nossos momentos "Super-gêmeos" ocorrem eventualmente.

Sentimos muita falta uma da outra e mesmo com a distância nos cuidamos muito. O valor da minha conta de celular sempre vem acima do previsto, por que gasto enviando torpedos para ela. Temos nosso jeitinho de driblar a saudade e a distância, nos falamos uma vez por semana, e de vez em quando desembestamos a rir pelo skype mesmo. A Carla sempre demonstrou mais afeto do que eu. Ela era tão "intensa" que escolhia um dia da semana para demonstrar carinho ao extremo, ou seja, me beliscar, cutucar, pequenas torturas infantis.

Tem uma que vale a pena contar: um dia ela queria brincar comigo na rua e eu queria ir para casa. Naquela ocasião eu estava usando uma saia que fechava inteirinha com botões. Eu disse para ela que estava indo embora e ela me segurou pela saia e eu continuei a andar. Resultado: ela ficou com minha saia na mão e eu de calcinha na esquina da rua. Ela só aprontava comigo. Sempre gostei da companhia dela; ter alguém que me entende mais do que eu, é especial. Acho fabulosa a linguagem que somente os gêmeos tem, me sinto diferente por isso.

Por outro lado, odiava as comparações. A Carla sempre foi mais vaidosa: toda mudança que ela fazia na aparência, eu já era questionada. Porque eu não fazia o mesmo? Aos 13 anos eu reuni a família e pedi o "divórcio" dela. Lógico que tiraram sarro, mas ninguém entendia que eu queria apenas ser tratada como um indivíduo único. Apesar de distantes, nós mantemos alguns hábitos infantis quando estamos juntas. Somos exibidas, andamos de mãos dadas na rua. Também nos aconselhamos e nos apoiamos sempre. Isso é muito bom! Eu sou mais séria, tenho um senso de humor meio estranho, só gosto de piadas inteligentes. Não gosto de festerê, sou mais caseira, um pouco brava e mal humorada de manhã, acho que sou equilibrada.

A Carla é o oposto disso: gosta de aventura, gosta de bagunça, fala pra caramba, ri de tudo - (ela parece com meu pai nesse aspecto). Mas, ela tem certa sabedoria divina, percebe coisas que ninguém mais vê. É muito centrada com coisas sérias e tem facilidade para orientar as pessoas. E agora é mãe. Acho que isso potencializou algumas habilidades que nem mesmo ela sabia que tinha.
Ela é mais mulherão, eu sou mais moleca, meio ingênua, acredito nas pessoas facilmente. Ela é mais desconfiada e meio orgulhosa: a última palavra tem que ser dela e de preferência se impondo com uma boa esbarrada”
Luciana Teixeira Gomes é professora e gêmea de Carla Teixeira Falls.
Contato: scrap.lugomes@gmail.com
São Paulo /SP

Kirby e Ann Kenny

Naturais de New Jersey, as gêmeas Kirby e Ann Kenny, conquistaram o mundo da moda. Elas estão na próxima temporada da segunda marca de Miuccia Prada. A dupla apareceu no mundo fashion em um editorial da Miu Miu fotografadas por Mark Segal.

Segunda-feira, Maio 24, 2010

Carla Teixeira Falls

“Imagine o tipo de infância que às vezes você só vê em desenho ou filme? Esta foi a minha. Tínhamos responsabilidades e pouco dinheiro, mas dividir minha vida com minha irmã gêmea e meus dois irmãos mais velhos foi a maior diversão. Aprendi a dividir, se divertir e sempre tive minha irmã como grande companheira.

Eu, particularmente sempre amei ser gêmea, a minha irmã teve uma vez ou outra problemas com sua identidade pessoal, pois as pessoas sempre vêem gêmeas como um único ser. Eu não posso defender uma boa e divertida infância só pelo fato de eu ser gêmea, pois meus irmãos foram essenciais para nossa diversão. Eles que organizavam os famosos eventos de "luta livre" de gêmea contra gêmea que eu sempre saia chorando, pois a Luciana era meio moleca e sempre pegava pesado.

Pontos positivos: Você sempre tem um companheiro e guarda-roupa multiplicado por dois. Você tem alguém que te conhece muito bem e que te dá um chacoalhão quando você precisa. Você tem aquela linguagem especial que ninguém mais entende. Sem contar que é um relacionamento especial: imagine que você era uma célula que foi dividida em duas, mas com personalidades diferentes - é um grande milagre.

Pontos negativos: As comparações alheias provocando uma competição desnecessária. Não ser tratado como individuo único pelas pessoas. A distância - uma parte de mim sempre fica faltando. Nós sempre fomos bem amigas e esta cumplicidade existe até hoje. Mesmo sendo casadas e com filhos nós ainda caminhamos na rua do mesmo jeito de quando éramos crianças: de braços ou mãos dadas.

A Luciana é academicamente inteligente, talentosa em tudo que faz, é meio ingênua, honesta, extremamente dedicada à família e fiel aos amigos (ela sabe cultivar as amizades). Mesmo sendo pavio curto, tem sabedoria para saber parar uma discussão. Apesar de um monte de gente achar que não - ela tem também um ótimo senso de humor - eu garanto que ela é engraçada. Eu acho que ela deveria falar sobre minha personalidade.

Não sou ingênua como ela, nem mal humorada, mas posso ficar de mau humor quando entro numa discussão. Quero que a última palavra seja minha, impondo meu ponto de vista. Acho que sou meio sem-noção, a Luciana pode explicar melhor.” Carla


Foto ao lado: Luciana brinca com a barriga de Carla, grávida de cinco mêses.

Carla Teixeira Falls é voluntária em tempo integral e gêmea de Luciana Teixeira Gomes. Ela mora em Dungannon, Reino Unido.

Domingo, Maio 23, 2010

Joshua e Celeste


Assíria é brasileira, nascida no Paraná. Residiu nos Estados Unidos por 18 anos onde cursou Teologia e Psicologia. Poliglota, durante os 16 anos que morou nos EUA foi corista e solista da Igreja que frequentava. De volta ao Brasil em 1994, Assíria casou-se com Edson Arantes do Nascimento, "Pelé". Assíria é mãe de três filhos: Gemima e os gêmeos Joshua e Celeste.

Mark Twain e Bill

Confundir irmãos gêmeos não é coisa nova não. O escritor norte-americano Mark Twain (1835-1910) teve um irmão gêmeo chamado Bill. Eles eram tão parecidos que até usavam fitas coloridas nos pulsos para facilitar a identificação. Ainda crianças, tomavam banho juntos em uma banheira quando um deles se afogou. Estavam sem as fitas coloridas. Sobre o triste episódio, Twain escreveu: "Nunca se soube quem morreu, se foi Bill ou se fui eu".
(Fonte: Gazeta Maringaense)

Sábado, Maio 22, 2010

Silvia e Simone

“Éramos muito unidas na infância. Aonde uma ia, a outra ia também. Gostávamos das mesmas brincadeiras e bastava que fôssemos apenas nós duas para brincarmos a tarde inteira. Minha mãe nos vestia iguais, até que fomos crescendo e cada uma foi adquirindo um estilo e vimos que já era hora de começar a nos vestir diferentes. Mas até hoje, se deixar, minha mãe compra roupas iguais de cores diferentes para nós - o que ocorre algumas vezes.

Quando pequenas, sempre estudamos juntas, tinha gente (inclusive professores) que implicavam, diziam que isso iria interferir em nossa individualidade, mas a gente não se importava. Todavia, estudamos na mesma faculdade - porém escolhemos cursos diferentes: eu direito, ela letras. Na faculdade, algumas vezes houve confusões e histórias engraçadas com amigos dela que não me conheciam e principalmente meus amigos (mais escrachados) que não a conhecia.

Atualmente estamos estudando inglês juntas, para matar as saudades. O lado mais negativo de ser gêmea é o fato de haver comparações, como se tivéssemos que ser rigorosamente iguais em tudo, não só na aparência. Quando criança, o pior eram os apelidos - como 'figurinha repetida' e 'bananas de pijamas'. Mas, tal fase já passou (ainda bem!). Porém, tem o lado bom que é sem dúvidas, a sintonia. É saber direitinho o que ela está sentindo e saber que ela sabe também, é ter uma amiga desde sempre, minha melhor amiga e confidente.

Entre nós não há segredos, dividimos toda a nossa vida, nos apoiamos em momentos difíceis e sabemos que já passamos por um bocado. Cada vitória dela é minha também e vice e versa. Continuamos muito amigas e unidas. Apesar do corre-corre diário, nos falamos durante todo o dia: via telefone ou e-mails. Continuamos nos apoiando nos ajudando e compartilhando os bons e maus momentos.

Às vezes eu banco a mãezona, sou super-protetora com a Simone, mas ela sabe que essa é minha forma de demonstrar carinho. A Simone é doce, meiga e às vezes meio ingênua. Eu sou mais brincalhona, metida a durona e meio mandona - como a Simone sempre afirma”. Silvia Campos Paulino. (Campos & Brevilato Advogados Associados)

"Minha infância foi maravilhosa, ainda mais tendo a Silvia do meu lado. Sempre fomos muito mais que irmãs, somos amigas, confidentes, parceiras. Ela sempre esteve ao meu lado e sempre fomos super grudadas, sempre estudamos juntas e isso já gerou alguns problemas com professores que queriam posar de psicológos e nos separar.

Mas nós fomos juntas até onde deu, somente na faculdade nos separamos, pois escolhemos cursos diferentes (eu letras, ela direito). Apesar disso, nos formamos na mesma Universidade. Nossa mãe tinha o costume de nos vestir iguais e foi muito complicado pararmos com isso, se tornou um hábito. Sempre fomos muito parecidas no jeito, mas tínhamos estilos diferentes e isso só começou a aparecer quando deixamos de nos vestir de maneira semelhante, por volta dos 10 anos.

A Silvinha sempre mandou nas brincadeira, até hoje ela é bem mandona, mas eu já me acostumei com o jeitinho dela. Nós tivemos uma infância privilegiada, afinal quantas pessoas conseguem morar com seu melhor amigo? Acho que é o sonho de toda criança, não é mesmo?! Embora existam as inevitáveis comparações - é bom ter uma amiga e companheira para todos os momentos.

Continuamos muito unidas. Hoje, apesar de cada um ter seu quarto, muitas vezes uma dorme no quarto da outra.
Mesmo quando estamos no trabalho, trocamos e-mails o tempo inteiro. Continuamos muito ligadas! Eu tenho o comportamento mais infantil, amo coisas 'cutes' e a Silvia é mais assertiva, adora futebol, tem um estilo mais social (até por ter escolhido a advocacia)"

Simone Campos Paulino é professora. Decidi colocar os dois relatos juntos, porque HOJE elas completam 24 anos! Feliz aniversário meninas!
Rio de Janeiro / RJ

Cláudia Cimara

(Foto de Bella Lanzillo)

“Nossa infância foi ótima, fazíamos tudo juntas. Nossa mãe nos vestia iguais. Era bem engraçado, mas tenho que admitir que com o passar do tempo, foi ficando constrangedor. Na pré-adolescência escolhemos cada uma um estilo. Outro fator constrangedor são os nossos nomes. São os mesmos – mas em ordem invertida. Isso sempre causa confusão. Temos mais quatro irmãos, mas a ligação de irmão gêmeo é sempre diferente.

Tem uma história engraçada que nossa mãe conta, que um dia brincando na cama eu empurrei minha irmã e ela machucou a testa, fez um corte um pouco profundo e precisou levar ponto, então a testa dela ficou com um curativo. Eu fiquei muito triste e pedia pra ter um curativo também. Somos parecidas não só fisicamente mas os gostos são semelhantes também.

Gostamos do mesmo estilo musical, mesmos filmes, livros, o mesmo paladar e também temos a mesma paixão por desenhar. As vezes a gente se comunicava com um olhar. Ela tinha facilidade de me entender sem eu precisar dizer nada, e eu o mesmo. Nunca fomos de trocar a prova na escola, como todo mundo pergunta. Até porque tínhamos as mesmas dificuldades em algumas matérias. Sempre fomos muito tímidas, mas como todos dizem, minha irmã é um pouco mais desinibida. A nossa personalidade difere em poucas coisas. Eu sou mais nervosa, ela é mais agressiva, ela tem uma personalidade muito forte.

Sempre fomos muito unidas, eu não imaginava que a gente se distanciaria tanto. A separação de uma união tão forte é sempre muito difícil.
Eu era muito dependente dela e não conseguia aceitar o fato de que ela ia morar em outro Estado, com marido. Eu sempre desejei toda a felicidade do mundo pra ela, só não imaginava que seria longe de mim. Gostaria poder visitá-la sempre. Eu agradeço muito a Deus pelo marido dela ser uma pessoa tão boa.

Hoje eles moram no Rio de Janeiro, mas mesmo assim a gente faz questão de continuar em contato. Ora via telefone, ora via internet. A internet nos ajuda muito. A habilidade que tenho para desenhar, devo a minha irmã. Ela sempre faz criticas construtivas e acabamos aprendendo juntas". @ClaudiaCimara

Cláudia Cimara Elias da Silva é desenhista e gêmea de Cimara Cláudia.
Natal / RN

Sexta-feira, Maio 21, 2010

Cimara Cláudia

(Foto de Bella Lanzillo)

“Minha infância foi muito agitada, afinal já nasci "duas" e depois vieram mais irmãos. Aprendi que viver entre irmãos era minha vida. Mas eu e a Cláudia sempre, desde que me lembro, somos uma só. Mesmos gostos, mesmas vontades.

Entramos juntas na escola e saímos juntas de lá, não reprovamos e nem trocamos de sala. Muitas vezes nem precisávamos de amigos, a gente se bastava. Eu não tinha amigos. Nós tínhamos amigos e então amiguinhos guardando segredos com uma, guardava segredo com a outra, mesmo que não soubessem. Meus pais contam que quando eu era bem criança, bati e cortei minha cabeça na cabeceira da cama brincando com ela. A primeira coisa que ela me disse quando viu meu curativo foi: ‘Quero um também’! Por isso, a chamo de ‘imitona’.

Fizemos muitas coisas iguais: sem querer, sem falar, sem pensar. Até para esquecer algo, esquecemos ao mesmo tempo. Nossa grande paixão é desenhar. A partir dos oito anos, passamos a nos dedicar mais aos desenhos. Fomos aprimorando porque não era só vontade de criança, é a nossa vocação mesmo. Brigávamos muito quando eu tentava ‘consertar’ os desenhos dela – queria fazer melhor. Mas, ela dava o troco e hoje sabemos que aprendemos muito uma com a outra, do contrário não chegaríamos ao nosso nível.

As pessoas admiram nosso trabalho, inclusive pelo fato de ambas termos o mesmo talento. Sempre amei a companhia dela. Tenho outros irmãos, poderia mover mundos por todos, mas pela Cláudia sou capaz de muito mais. Sempre tive cuidados especiais com ela. Eu era mais irreverente nas questões familiares. Sempre bati de frente com minha mãe, mas pela Cláudia me refiz. Na pré-adolescência, achávamos muito mico usar roupas iguais – então, passamos a nos vestir cada uma do seu jeito. A fase dos namoricos foi a mais difícil. Eu não confiava nos meninos que se aproximavam dela, e ela idem.

Hoje eu moro com meu marido no Rio de Janeiro e ela mora no Rio Grande do Norte com parte da família que se dividiu. Nossa mãe e os outros irmãos moram longe, mas eu aprendi a lidar com a distância deles. O que me dói mesmo é ter que lidar com distância da Cláudia.

Moro no Rio por opção, mas gostaria de estar perto dela. De qualquer forma, nos falamos com freqüência ao telefone ou internet. Cláudia é minha alma, meu espelho, minha alegria, meu coração maior. Eu a amo!” @ayakaoru

Cimara Cláudia Elias da Silva gêmea de Cláudia Elias.
Nilópolis / RJ

Quinta-feira, Maio 20, 2010

Suzy Rêgo e família

Pessoal, eu não sei como a Suzy encontrou o ‘Vizinhos de Útero’ mas ela deixou um comentário carinhoso: "Agradecemos pelo carinho em falar dos nossos Marco e Massimo! O papai Fernando também é gêmeo do Luciano!"

Depois, gentilmente ela me enviou o e-mail abaixo:

"Olá, Jê!

Além de termos tido a benção de ganhar gêmeos, meu marido Fernando também é gêmeo. Entende muito do assunto! Nossa experiência com Marco e Massimo tem sido uma grande e feliz lição a cada dia. A gravidez foi super calma, sem enjoos, sem nenhum mal estar e com muita alegria e tranquilidade. Recebemos a notícia com muita emoção e nos preparamos com leituras, pesquisas, troca de informações e claro, com entusiasmada expectativa.

Cuidamos dos dois desde que nasceram (minha mãe nos ajudou durante dois meses) mas até agora seguimos sem babá. Dei uma pausa no trabalho para me dedicar a eles e Fernando trabalha em horário alternativo. Isso permite que ele passe mais tempo em casa. Dividimos todas as tarefas sem problemas e vamos juntos mensalmente, ao pediatra. Enfim, estamos muito felizes em poder realmente curtir nossa recém formada família. Marco e Massimo completarão um ano em 24 de julho de 2010.

Segue foto: Massimo, Suzy, Marco e Fernando "inaugurando" a rede de proteção!

Beijocas, Suzy Rêgo"

A atriz Suzy Rêgo está casada com o também ator Fernando Vieira. Lembrei da peça "Caixa 2" que assisti com ela e direção de Juca de Oliveira - divertidíssima! Quem quiser saber mais sobre eles, podem pesquisar no YouTube. Obrigada pelo carinho Suzy!

São Paulo / SP

Marília Paiva

"Eu sempre digo que ser gêmea é viver duas vidas: a minha e a de minha irmã. Se ela estiver feliz, eu estou também. Se ela fica triste, fico idem. Sua conquista é igualmente minha, assim como sua derrota. Mas quero esclarecer que não sinto o que ela sente como sempre perguntam sobre gêmeos. Temos sim, uma simbiose inexplicável - o que me faz saber como ela está através de um simples alô ao telefone, mas não adoeço quando ela fica doente e tantos outros folclores que falam por aí sobre gêmeos.

Simplesmente sinto o que ela sente por termos uma ligação diferente de qualquer outra baseada em um profundo amor fraternal. Tudo que ela faz é muito importante para mim, e de certa forma vivo seus momentos como se fossem meus, e muitas vezes penso que somos realmente uma única pessoa. Assim também acontece no casamento com nosso parceiro. Por mais que sejamos pessoas diferentes - no final somos um casal. As conquistas, alegrias e tristezas dele são minhas também. Obviamente porque, são pessoas que amo demais e tudo que fazem é para mim extremamente importante. São minhas vidas paralelas.

Apesar de morarmos distantes, eu e a Andréa mantemos contato por telefone e ou por e-mail, praticamente todos os dias. E a cada despedida sempre dizemos uma à outra: ‘Te amo’.
Uma amiga ouvindo nossas declarações de amor por telefone comentou com ela que achava engraçado e até estranho. Eu responderia que só os gêmeos entendem esse amor que é o maior de todos. Afirmo isso, pois poderiam argumentar que amor de pais e de filhos é superior.

Mas, continuo afirmando que não há amor tão forte como o de irmãos gêmeos. Afinal, nem filhos, nem pais, estão juntos com a gente desde o dia em que fomos concebidos. Já pensaram nisso? Seguramente, minha irmã gêmea é a pessoa que mais amo neste mundo e sei que posso contar com ela todos os dias de minha vida".

Marília Paiva é advogada e gêmea de Andrea Paiva.

Rio de Janeiro / RJ

Quarta-feira, Maio 19, 2010

Andréa Paiva

Quero começar dizendo que AMO ser gêmea. Apesar de sermos gêmeas bivitelinas somos muito parecidas fisicamente. Nossa infância foi maravilhosa, estávamos sempre juntas, mas nossos
pais sempre tentaram nos mostrar que apesar de parecidas, éramos pessoas diferentes. Não estudávamos na mesma sala e teve época que estudamos em escolas separadas. Mas, sempre unidas.

Cursamos faculdades diferentes em áreas também distintas e numa fase da nossa vida minha irmã morava nos Estados Unidos e eu continuei aqui. Ser gêmea é saber que sempre tem alguém pra cuidar de você, e que pode contar com ela pra tudo, em quaisquer circunstancia. Ser gêmea é viver duas vidas – pois o que acontece com ela eu vivencio tudo: as alegrias e as tristezas.

A única coisa ruim de ser gêmea, são as perguntas repetitivas: ‘Você sente o que ela sente?! Vocês são gêmeas mesmo?!’ Mas com o tempo a gente acostuma com isso, apesar de não sentir o que minha irmã sente, e está na CARA que somos gêmeas. Em minha opinião, há diversos pontos positivos de se ter uma relação gemelar.

O mais importante é saber que tenho uma pessoa comigo pra vida toda, que me ama mais do que a qualquer pessoa e sei que a recíproca é verdadeira. Marília é mais falante e eu sou mais tímida, entretanto - no geral, temos personalidades parecidas. Termino dizendo que amo minha irmã e que amor de irmã gêmea é um sentimento inexplicável

Irmã gêmea de Marília Paiva, Andréa é dentista.
Belo Horizonte / MG

Gustavo e Otávio


A dupla de artistas brasileiros (Gustavo e Otávio Pandolfo) faz sua primeira exposição em Lisboa, no Museu Colecção Berardo.

A inspiração para tantos desenhos e fábulas mágicas vem da forma com que os gêmeos refletem em seu interior a realidade e a fantasia que lhes rodeiam.

http://osgemeos.com.br

Terça-feira, Maio 18, 2010

Daniela e Raquel

”Nossa infância foi tranquila, cheia de brincadeiras, cantigas de roda ensinadas pela minha avó. Estávamos sempre juntas. Até os oito anos de idade minha mãe nos vestia iguais. Depois minha irmã disse à minha mãe que não queria mais se vestir igual a mim e aí passamos a usar roupas um pouco diferentes. Começava a se delinear as personalidades de cada uma. Raquel era meio mãezona, dividíamos tudo. Trocávamos as provas, assinávamos o nome no final e caso a professora passasse para olhar nunca saberia que tínhamos trocado.

Eu sempre achei ótimo ter uma irmã gêmea, nunca consegui me imaginar de outro jeito.
Adorava a cara de surpresa das pessoas quando dizíamos que éramos gêmeas. Enchia-me de orgulho por ser "diferente" dos demais. Com certeza, ela era minha melhor amiga e brigávamos muito pouco. O ponto negativo é que as pessoas sempre achavam que por sermos gêmeas deveríamos agir e pensar da mesma maneira. Nascemos juntas, mas temos personalidades diferentes.

Na vida adulta isso ficou bem claro e as cobranças se tornaram muito chatas. Raquel e eu sempre fomos muito unidas, companheiras. Tínhamos nossos segredos, nossos códigos e confiávamos plenamente uma na outra. Sem falar naquela ligação especial que todo gêmeo tem, uma intuição mais forte - digamos assim. Infelizmente, Raquel descobriu um câncer no ovário aos 33 anos e isso foi um baque. Ela me ligou assim que voltou do médico chorando para dizer que ia morrer.

Tive que me segurar, tentar acalmá-la, mas quando desliguei o telefone, desabei. Ela enfrentou duas cirurgias: uma para retirada do útero, ovários e de três tumores no fígado (metástase) e uma outra para retirada de mais um tumor no intestino. Foram três anos lutando e enfrentando a dor e as consequências das quimioterapias. Senti medo, tristeza e impotência – porque via minha irmã sofrer e nada podia fazer. Eu tentei do meu jeito estar presente, dar conforto a ela, mas fui mal julgada. A família achava que eu precisava estar lá o tempo todo, mas nem sempre isso era possível. E houve momentos em que eu simplesmente não sabia o que fazer com a minha dor, com a minha falta de estrutura para enfrentar tudo aquilo.

Nas duas últimas semanas (ela já no hospital em estado terminal) eu, meu cunhado e as demais pessoas próximas - revezávamos para ficar ao lado dela. Em Fevereiro de 2008, Raquel faleceu aos 36 anos, deixando dois filhos com 11 e 13 anos. Dizer adeus não foi fácil, mesmo sabendo que o sofrimento dela havia acabado.

Porém isso serviu de consolo, saber que ela enfim estava livre de tanta dor. Tenho grandes amigas, mas nenhuma delas é como a minha irmã. Para sempre vou carregar no meu peito a saudade dela, me sinto orfã de irmã"

Daniela Santos e Raquel Santos Coelho eram gêmeas bivitelinas. Daniela mora no Rio de Janeiro, mas brevemente se casará e mudará para o Noruega.

Segunda-feira, Maio 17, 2010

Isabela e Carolina

Gêmeas, as irmãs curitibanas Isabela e Carolina Egger Hartmann de Oliveira são habituadas a fazer muitas atividades juntas. Mas, quando Isabela optou por praticar o hipismo quase perdeu a companheira de todas as horas. "Comecei no esporte arrastada pela minha irmã, mas agora eu adoro!", entregou Carolina. A dedicação foi tanta que a dupla terminou 2009 com primeiro e segundo lugares, respectivamente, no Ranking da Federação Paranaense de Hipismo 2009. Treinando há apenas dois anos, as meninas já colecionam prêmios: são mais de 25 medalhas e 12 troféus.
(Fonte: Caras-Sul)

Domingo, Maio 16, 2010

Cecília e Stella

Alexandre Machado e a roteirista/apresentadora Fernanda Young são pais das gêmeas Cecília Madonna e Stella May.

Sábado, Maio 15, 2010

Beatriz e Augusto Paz

“A minha infância foi muito legal, é sempre bom ter alguém pra você conversar. Eu não era lá muito afetiva com o meu irmão, mas eu sempre gostei muito dele, só não sabia direito como mostrar isso. Era bem estranho.

Sempre tivemos personalidades diferentes, eu jogava futebol e ele falava com as meninas. Mas eu acho que esse nosso contraste nos aproxima muito. Apesar de tudo, a gente se divertia demais, seja subindo em entulhos quando a nossa casa estava em reforma, seja se trocando correndo na frente da Tv pra assistir Sailor Moon.

O lado negativo de ter um gêmeo é que você se apega a ele - quer queira, quer não. E ele te entende. Ter um irmão gêmeo é como ficar casado desde a barriga da sua mãe, a diferença é que se você consumar o matrimônio – vai pra cadeia. Você o vê todo o dia e toda a hora, tem vezes que você quer ficar completamente sozinha, mas você sabe que ele vai estar lá.

Por outro lado, o ponto positivo é que você SEMPRE terá um COMPANHEIRO, não apenas uma companhia. É ter uma pessoa sempre presente, nem que seja pra ficar em silêncio junto de você. Mas, a parte mais legal é ficar falando besteiras. A gente tem mania de ficar cantando junto e como nossas vozes combinam - fica muito engraçado.

Quando eu e meu irmão estávamos na barriga de mamãe os médicos não sabiam o sexo dele, porque eu ficava na frente no ultrassom. Eu era violenta com ele, eu batia nele sem querer (rs). Temos uma série de fotos quando bebês, mostrando eu puxando os cabelos dele. Meu amor por ele é agressivo (rs).

Quando um de nós aprontava, os dois apanhavam. Exceto uma vez em que eu tive uma alergia a doces, ele recebia chocolates contrabandeados da minha mãe. Só fiquei sabendo disso ano passado. Vez por outra, falamos as mesmas coisas ao mesmo tempo e com a mesma entonação, quando não terminamos um as frases do outro ou pensamos na mesma cor de roupa pra vestir.

Ele trabalha até tarde e eu só o vejo uns dez minutos por dia, é aquela coisa básica do “Oi Gu! Boa noite Gu!” Só as Sextas-feiras que a gente fica até de madrugada conversando. Mesmo com o pouco tempo que a gente se vê, é super legal.

A gente vai pra balada junto, dá risada, fala bobagem. Apesar da distância a gente se fala por Gtalk, Msn, Twitter e um ajuda o outro nos respectivos blogs e trabalhos.
Vão desde ideias bacanas pra pautas (ambos somos jornalistas) até me pegar de modelo pra editoriais de faculdade. É meio estranho porque nós ficamos muito próximos no colégio, e agora que a gente mal se vê fica diferente, mas eu gosto dessa doideira.

Somos muito diferentes. Eu sou do tipo ‘molecona’, ele é mais recatado. Eu acho que a maior diferença entre nós é que ele é mais discreto, mais calmo e racional. Eu sou mais impulsiva, digo coisas sem pensar e faço estardalhaço.

Nossas preferências também: eu diria que ele é mais culto, ele gosta de música clássica e eu adoro rock e ‘animesongs’. Ele devora livros sobre Nietzsche e moda e eu prefiro livros de literatura policial e quadrinhos japoneses.

Somos ambos animados e sociáveis, mas acho que ele é um pouco mais tímido. Nosso jeito de vestir é diferente, ele gosta de estar sempre bem vestido e sabe o que coloca no corpo. Ele está sempre arrumadinho, mesmo pra ir à casa de alguém.

Já eu, coloco uma camiseta, uma calça, meu allstar e uma blusa. Pronto, tô linda. Claro que, eu sempre me apronto primeiro e fico esperando a “noiva” acabar de se embelezar. Sempre tiro sarro da cara dele, mas ele mesmo já aceitou a verdade”. Beatriz

Beatriz Paz é jornalista, escritora e gêmea de Augusto Paz.

Santo André / SP

Augusto e Beatriz Paz

“Minha infância foi bastante confortável. Quando eu tinha quatro anos, minha família se mudou para uma casa bem grande, com quintal e logo em seguida, a gente adotou duas cadelas. Eu e minha irmã brincávamos bastante e quase sempre juntos. Minha irmã é minha cúmplice! Gêmeo tem disso. A gente sabe quase tudo um do outro. Na maioria das vezes é bom, mas...

Algumas coisas esquisitas sobre nós: minha irmã estourou uma porta de vidro com a testa aos dois anos e eu sobrevivi a uma descarga elétrica de 220 volts aos cinco...

Por causa do meu trabalho e da minha faculdade, a gente não se fala tanto quanto antes. Por um lado isso é bom, pois quando nos encontramos não dá tempo de brigar. Nossas personalidades são bastante diferentes: Eu sou muito ansioso, ela é mais desligada. Eu sou mais cerebral e ela é mais emocional. Eu sou mais analítico e ela é mais explosiva”.

Augusto Paz é gêmeo de Beatriz Paz.

Santo André / SP