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Quarta-feira, Junho 30, 2010

Lembrança indigesta

Pois é. Dei uma mancada. Eu não fui ao casamento da minha irmã gêmea. Sabe aquelas bobagens que a gente faz na vida e que só se dá conta depois? Não me lembro o motivo, mas acredito que deve ter sido por causa da minha fobia de multidão. Sim, tenho pavor de lugares cheios.

Além disso, desenvolvi uma enorme capacidade de ficar só, o que é muito comum entre os gêmeos. Sinto um prazer inexplicável na solidão e no silêncio. Talvez porque minha irmã deve ter me sufocado no útero, sei lá. Mas, não pense que sou melancólica ou triste. Tenho senso de humor sagaz e sou fiel a mim mesma. Do contrário não seria feliz. Como pode? #Mistério

Minha irmã, espero que você tenha esquecido disso. Sorry!

Jemima Pompeu

Terça-feira, Junho 29, 2010

Celia e Celma

É uma honra postar a história interessante das gêmeas Celia e Celma, que com carinho enviaram o relato abaixo:
Trecho da crônica “Chama a Parteira!...”, do livro “Por todos os cantos” de nossa autoria, lançado pela Editora Ibrasa. (“...Quando nascemos, a surpresa foi geral. Ninguém sabia que vinham gêmeas, nem mamãe, nem Dona Custódia, nossa parteira, tanto que ela foi embora depois de trazer à luz a primeira de nós. Teve de ser chamada às pressas, para concluir o serviço... A placenta, como de hábito, foi enterrada no quintal de casa. Papai em sua vida, fez doze buracos no terreiro...)"

Temos
três horas de diferença! Celma nasceu às 10 horas da manhã e Celia às 13 horas, em nossa casa, na cidade de Ubá em Minas Gerais. A grande família, de origem italiana, comemorou as primeiras (e únicas) gêmeas da prole. Crescemos brincando muito nos quintais e nas ruas da pequena cidade. Estudamos juntas - sempre na mesma classe - e deixando de lado os livros e os brinquedos, dedicamos um bom tempo da nossa infância à música. Também encenávamos peças teatrais, em palcos improvisados no quintal, tendo como platéia parentes e vizinhos.

Na nossa casa se ouvia de música clássica a popular e aprendemos a cantar com as irmãs mais velhas e com nosso pai, fotógrafo e músico (tocava bombardino na banda). A Celia sempre fez a 1ª. voz e a Celma, a 2ª. voz. Com cinco anos, conquistamos o primeiro lugar em um concurso para cantores mirins, promovido por um circo armado na cidade. Dali para a rádio local foi um pulo: passamos a cantar aos domingos, no programa “A Hora do Guri”.

Nossa mãe, costureira das boas, fazia vestidos rodados e bonitos para nossas apresentações. Sempre rigorosamente iguais.
Deixamos o magistério para nos dedicar exclusivamente à profissão de cantoras. Também gostamos de fazer comidas típicas mineiras, como víamos nossa mãe cozinhar num fogão de lenha. Até hoje conversamos “de-trás-pra-frente”, um costume que havia em nossa cidade, que consiste em inverter as sílabas das palavras. A gente se diverte com isso...

Para nós, que trabalhamos juntas a vida inteira, ser gêmea é um ponto a favor. O público gosta de tentar descobrir quem é quem e por isso mantemos o mesmo corte e coloração dos cabelos. Mas, do pescoço pra baixo, nada igual, só mesmo no palco. O lado ruim da semelhança (e muitos iguaizinhos devem sentir o mesmo) é ouvir sempre a mesma pergunta: “vocês são gêmeas?”

Um fato curioso aconteceu quando fizemos a novela Ana Raio e Zé Trovão, como as personagens (iguais!!!) Luminosa e Luminada. Um telespectador nos perguntou: vocês são gêmeas só na novela ou na vida real também? É mole?...




Celia e Celma Casarim Mazzei são cantoras, atrizes, educadoras, apresentadoras de TV, compositoras, artesãs, pesquisadoras da nossa cultura popular e escritoras.

São Paulo / SP

Celia & Celma

Celia & Celma começaram a cantar, ainda crianças, na cidade de Ubá, em Minas Gerais – onde nasceram. Foi no programa Hora do Guri, da Rádio Educadora, que a dupla tornou-se conhecida cantando “jingles”. Durante a infância, viam a mãe cozinhar em fogão à lenha, com pesadas panelas de pedra - ritual que elas repetem nos dias de hoje, fazendo comidas típicas mineiras. Estudaram música no Rio de Janeiro e se diplomaram pelo Instituto Villa-Lobos. Já se apresentaram no Japão cantando música brasileira, durante seis meses. Em 1990, participaram da novela Ana Raio e Zé Trovão, da extinta TV Manchete, como Luminada e Luminosa. Produziram, dirigiram e apresentam o Programa Celia & Celma, no Canal Rural, de 1998 até 2007. Celia & Celma têm LPs e Cds gravados, destacando-se o Cd "Ary Mineiro" homenagem ao ilustre conterrâneo, o compositor Ary Barroso. As cantoras gêmeas também lançaram o livro Do jeitinho de Minas - culinária regional, publicado pela Editora Senac São Paulo. A obra foi agraciada com o prêmio Gourmand World Cookboook Awards, na China. Maior prêmio da literatura gastronômica, na categoria melhor livro de culinária regional. As autoras estiveram na cerimônia de entrega que foi realizada em Abril de 2007, no Dragon Spring Hotel em Pequim. Vejam fotos aqui. O livro resgata a cultura popular brasileira, mesclando a culinária mineira ao folclore regional e à música. A dupla musicou 15 das 165 receitas que compõem o livro, no CD que acompanha a obra. “Transformamos as receitas em versos e cada uma recebeu uma melodia e ritmo diferente." Ver os clipes produzidos e exibidos pelo Canal Futura, aqui. São seis capítulos divididos entre bolinhos, sopas, salgados, doces festivos, doces de tacho, pães e broas. Incrementam o livro ilustrações de miniaturas confeccionadas em argila e feitas pelas próprias autoras. O prefácio vem assinado pelo cartunista Ziraldo e a orelha do livro é de J.A.Dias Lopes (Revista Gula / Caderno Paladar - Estado de SP)
Contato para shows: liviamannini@yahoo.com.br



Foto 1: Cena da novela Ana Raio e Zé Trovão. Celia e Celma (Luminada e Luminosa) com Giuseppe Oristânio (João Riso) e os gêmeos Denis e Demian(Cotonete e Orelhinha).
Foto 2: Celia e Celma com os gêmeos, Paulo e Chico Caruso.
Foto 3: Carnaval em São João Del Rey, fotógrafo Jairo.
Foto 4: Celia e Celma no camarim, antes do show.
*Celia e Celma atuaram na novela "Ana Raio e Zé Trovão" que o SBT está reprisando de Segunda à Sábado às 22:10 hs.

Segunda-feira, Junho 28, 2010

Alyssa, Enzo e Nicholas

"Eu fiz tratamento e quando engravidei, já sabíamos que provavelmente seria mais de um bebê. Tentamos levar ao máximo a gestação, porém, a menina estava espremida entre os dois irmãos e tivemos que tirá-los antes. Meus bebês nasceram com 32 semanas, pequenos, mas bem. E por mais que eu achasse que estava preparada psicologicamente, foi um choque vê-los tão pequeninos nas incubadoras.

No segundo dia, um dos meninos teve um pneumotórax e teve que fazer uma cirurgia. Foi um susto muito grande, mas na UTI a gente sempre se assusta com tudo! Depois que passa a gente nem sabe de onde tirou forças, não sabe como lidou com aquilo tudo, todas as angústias, ter de deixá-los no hospital e ir para casa todos os dias sem eles! E o dia da alta da mãe?! Ir embora sem bebê. Não há coisa mais estranha! Eu sabia que tinha aquelas três criaturinhas precisando de mim. Não havia tempo para desespero.

Também procurava não me envolver com as outras mães. Podia parecer egoísmo, mas eu não queria saber dos problemas das outras crianças (como um sistema de defesa mesmo, queria me proteger) já tinha medos e angústias demais para viver naqueles momentos. Era melhor só esperar coisas boas. Depois de 33 dias longos dias que os trigêmeos ficaram na UTI, levei meus filhos todos juntinhos para casa! A sensação de tê-los saudáveis e em casa, cada um na sua caminha pertinho de nós foi uma coisa maravilhosa. Cada dia foi uma batalha, cada grama comemorada, cada lágrima chorada (de angústia, medo ou alegria) valeu e continua valendo à pena.

Olhando pra trás, até parece que foi um sonho. Eu agradeço todos os dias pela benção maravilhosa que recebi
. Por isso, achei que seria interessante contar a minha história, porque é bom compartilhar. Eu sempre aconselho a quem está passando por uma experiência como esta, para afastar-se de todo e qualquer pensamento negativo, afastar-se de pessoas negativas. Pensar só em coisas boas. Eu tenho certeza que eu contribuí para que meus filhos ficassem saudáveis e saíssem rápido do hospital.

O Amor salva e não perder a fé, também. Lembro o quanto eu ficava pensando e planejando a nossa vida, o Natal, os aniversários, os brinquedos, as viagens, enfim, a vida em geral, sempre nós cinco, todos juntos. Hoje tudo aquilo que eu pensava e imaginava eu vivo todos os dias. Hoje, meus filhos estão com oito anos e são felizes e saudáveis. Desejo sorte a todas as pessoas que lutam pela vida dos seus filhos. Fiquem firme. Fiquem bem" Aline

Aline Silva Dexheimer é tradutora e mãe dos trigêmeos: Alyssa, Enzo e Nicholas Dexheimer Jarretta. @AlineDexheimer
São Paulo / SP

Sábado, Junho 26, 2010

Pepê e Neném


Quem não se lembra das cantoras Pepê e Neném, as irmãs gêmeas que participaram dos principais programas de TV no final dos anos 90? Donas de muito carisma e dos sucessos ‘Mania de Você’ e ‘Mais uma vez’, elas querem retomar a carreira com CD ‘Imprevisíveis Demais’ e lançam gibi - que conta a história delas. Elas também mudaram o visual! Potiara e Potiguara Oliveira, são seus verdadeiros nomes.

(Fonte: Ego)

Férias no Sítio

Pra mim, a foto acima tem cheiro de saudade. Era a casa da minha avó paterna, onde eu e minha irmã gêmea passávamos as férias escolares. Saudade dos momentos lúdicos que vivemos lá. Um lugar bucólico que mexe com minha alma rural.

Sim, eu amo a vida contemplativa do campo. Aprecio ouvir os pássaros, o mugir das vacas, as modas de viola, o canto do galo ao amanhecer. Gosto dos personagens caipiras, como por exemplo, aqueles que o ator Mazzaropi interpretou.

Essa casa ficava num sítio em José Bonifácio, cidade do interior paulista, cercada de todos os tons de verdes possíveis, cavalos, porcos, galinhas e uma alegria inocente.

Saudade do cheiro do café torrado, do esterco das vacas, do mato orvalhado...Saudade de brincar no riacho, no mata-burro e de balançar nas porteiras.

Saudade do fogão a lenha, do pão caseiro, da compota de doce de cidra, da ambrosia da minha tia, de comer siriguelas no pé, do pomar carregado, da pamonha fresca, da lamparina, do ranger do assoalho, das jabuticabeiras, do azul único do céu sempre limpo. Saudade da nossa infância!

Jemima Pompeu

Camille e Gabrille

Na França há mais de vinte anos, a brasileira Kátia Adler, é presidente da Associação Jangada que promove a cultura do Brasil – e está à frente do Festival de Cinema Brasileiro de Paris. Kátia é mãe das gêmeas Camille e Gabrille.

Sexta-feira, Junho 25, 2010

Sâmara Jorge

"Caros leitores, há algum tempo conheci e me encantei com este blog, tão bem administrado pela Jemima. Meu nome é Sâmara Jorge, mãe das gêmeas Julia e Isadora, de 11 anos.
Já participei do ‘Vizinhos de Útero’, aqui.

Mas, aproveitando o espaço gentilmente cedido, quero falar um pouco sobre meu trabalho. Moro na capital de São Paulo, onde atuo como psicoterapeuta junguiana. Desde que engravidei, comecei a pesquisar sobre gestação, criação e educação de gêmeos. Nesses anos todos, aprendi muito sobre o assunto. Hoje, parte de meu trabalho se dedica a ele.

Em meu consultório, oriento pais de múltiplos que estão em busca de informações sobre este fascinante universo. Também escrevo, com a psicopedagoga Cláudia Arbex, uma coluna mensal sobre a criação de gêmeos, publicada no site da Revista Crescer.

Nesse espaço, abordamos questões como amamentação, briga entre irmãos, limites, diferenças de personalidade e independência. Quero ressaltar que, será um prazer receber sugestões de temas para que possamos explorar na coluna. Agradeço e aguardo sugestões" Sâmara

Contato: (11) 5575-8067
Site: http://www.samarajorge.com.br
Email:
samara@samarajorge.com.br

twitter: @psisamarajorge

Quinta-feira, Junho 24, 2010

Mateus e Cristiano

Os irmãos gêmeos Mateus e Cristiano nasceram na cidade de Taquarituba, região de Avaré - Interior de São Paulo. Eles cresceram ouvindo o avô, seresteiro antigo da cidade. Por uma insistência da mãe foram fazer aula de musica ainda pequenos. A dupla começou a aparecer no cenário musical Sertanejo cantando em leilões transmitidos pelo Canal Rural, depois ganhou destaque com a música "Se é pra falar de amor" entre as 10 mais tocadas do Brasil – que foi um dos temas da novela brasileira A Favorita. Eles fazem aniversário no próximo dia 29. Parabéns antecipado para a dupla!
(Foto extraída do site oficial)

Quarta-feira, Junho 23, 2010

Hazel Patricia e Phinnaeus Walter

A atriz Julia Roberts com seus filhos Hazel Patricia e Phinnaeus Walter.

Sono e Depressão

"Uma nova pesquisa feita na Europa identificou uma relação genética entre problemas do sono e depressão. O trabalho é o primeiro a demonstrar, por meio do estudo de gêmeos, que problemas do sono em crianças e adolescentes podem ser usados para prever o desenvolvimento futuro da depressão. Os resultados indicam que a estabilidade dos distúrbios do sono é consequência principalmente de fatores genéticos.

Os cientistas decidiram realizar um estudo com gêmeos de modo a distinguir entre fatores ambientais compartilhados ou não.
Os primeiros criam semelhanças entre membros de uma mesma família e podem ser estimados pelo cálculo da similaridade entre gêmeos idênticos que não seja devida a influências genéticas. Influências ambientais não compartilhadas individualizam membros de uma família e podem ser estimados por meio do exame das associações entre gêmeos monozigóticos.

A ansiedade foi examinada aos sete anos de idade por meio de um questionário de 21 itens submetidos aos pais. Dos 300 pares pesquisados, 247 apresentaram elevados níveis de ansiedade segundo o questionário"

(Fonte: Agência Fapesp)

Terça-feira, Junho 22, 2010

Quando minha irmã engravidou

Quem assistiu a minha primeira participação no programa
"Lá em Casa" apresentado pela jornalista Vanessa Caubianco, já sabe deste episódio. Mas gostaria de falar novamente sobre o que representou o nascimento da minha sobrinha Carolina (primeira filha da minha irmã gêmea).

Este foi um dos momentos mais marcantes da minha vida adulta. Eu já era tia, mas ver minha irmã gêmea ser mãe foi muito diferente. Completamos 26 anos dia 09 de Abril e minha sobrinha nasceu no dia 15. Não sei explicar o que senti, mas parecia que a Carol era metade minha filha.

Na última semana da gestação dela, fiquei muito ansiosa.
Eu parecia sentir tudo que ela sentia. Antes de ir para a maternidade, ela passou em casa. Estava tocando a música "Sad Songs" do Elton John no rádio e nós dançamos como duas malucas. Ela, com aquela barriga enorme e eu feito criança, feliz da vida com a chegada da minha sobrinha. Pronto, fiquei emocionada de novo. Melhor parar por aqui...

Jemima Pompeu

Segunda-feira, Junho 21, 2010

Tiago e Daiana

Quando criei o Vizinhos de Útero não imaginava que teria tanta alegria em conhecer histórias tão diferentes e ainda aprender com elas. Os relatos agregam valores incalculáveis. Segue o depoimento de Jair, pai de três filhos.

"Já tínhamos a Thais - hoje com nove anos - quando decidimos ter mais filhos, porque gostamos muito de crianças. Para a nossa alegria, no segundo mês de gestação, ficamos sabendo que teríamos gêmeos. Para nossa surpresa, no sexto mês - num exame de rotina - descobrimos que um dos bebês nasceria sem membros: ou seja, sem braços e sem pernas.

Talvez tenha sido a pior experiência que passei na vida. Imagina, você está preparado para ter dois filhos e aí sabe que um vai nascer sem membros....Pensei: Meu filho nunca poderá me abraçar, não poderá jogar futebol comigo etc. Entramos em desespero, mas o tempo passou e nossos gêmeos nasceram saudáveis e são muito felizes.

Tiago
e Daiana estão com três anos e são a nossa maior alegria. Trabalho como Agente Comunitário da Saúde, mas passamos por dificuldades. Precisamos de apoio e por isso criamos um site para que as pessoas possam conhecer um pouco mais a nossa história. Agradecemos toda a colaboração que puderem dar e que Deus vos abençõe em dobro"

Jair Linck está casado com Rosane Kluge Linck e a família mora numa Zona Rural. Quem quiser conhecer melhor a história dessa família, basta acessar o site de
Tiago ou entrar em contato com o Jair: tiagoedaiana@hotmail.com
Tiradentes / RS

Domingo, Junho 20, 2010

Cássio e Rafael

Os jogadores gêmeos Cássio e Rafael, já jogaram em times diferentes e estiveram num confronto entre Avaí e Fluminense válido pela sétima rodada do Campeonato Brasileiro da Série A, na mais Bela Praça Esportiva de Santa Catarina - a Ressacada. Não consegui descobrir o resultado desse jogo, mas fiquei pensando: Não é estranho jogar contra seu irmão gêmeo?
(Fonte: Blog do Avaí)

Sábado, Junho 19, 2010

Rosane Malta

“Aprendi a viver o momento. Tem gente que fica abalada com as dificuldades. Eu prefiro tirar ensinamentos. Nasci no interior, tive uma infância maravilhosa, vim para Maceió aos dez anos. Quando tinha 19 anos, reencontrei o Fernando Collor e nos casamos em pouco tempo. Fui primeira-dama do meu Estado aos 21 anos e aos 24 era a primeira-dama do país.

Estive no topo, conheci reis, rainhas. Depois veio o impeachment, que foi uma verdadeira tragédia pra nós, e eu aprendi muito. Aproveitei aquele período para aprimorar meu inglês, meu francês, aprender espanhol, li muito. Eu não queria que ele voltasse à política, mas também jamais iria impedir.

Nosso tempo em São Paulo foi maravilhoso também, mesmo quando ele tentou disputar a prefeitura e foi impedido. O problema é que o sonho acabou. O sonho de ser para a vida inteira. Primeiro, eu perdi a minha mãe, e antes perdi minhas filhas gêmeas, com três meses de gestação, que eu tinha conseguido fazendo tratamento” Rosane Malta Collor de Mello.

(Fonte: Folha Universal)

Sexta-feira, Junho 18, 2010

Vanda e Valeria

(Foto: Valéria, Marina, Vanda, Mônica, Mauricio Takeda, Mauricio Spada, Marcelinho, Magali, Mauro e Mariângela. Seis dos dez filhos trabalham na Mauricio de Sousa Produções, e nove deles são personagens de quadrinhos. Revista Contigo)

Maurício de Sousa é atento aos seus filhos. “Por eles eu afunilo a postura dos personagens. Atuo na sua concepção para garantir o não desvio de cada um. Cuido da filharada para não caírem na vida. Mônica ganhou o nome de sua segunda filha, mas a primogênita, Maria Cecília, também inspirou um personagem, hoje meio desativada: Maria Cebola. Magali, terceira filha, é uma personagem que ainda vai ganhar sua própria revista. As filhas gêmeas: Vanda e Valeria moram na Suíça”. Maurício.

Quinta-feira, Junho 17, 2010

Ódio entre irmãos?

"É possível existir até ódio entre irmãos, sim. O primeiro sinal desse sentimento pode partir do ciúme, em uma primeira fase, podendo evoluir para inveja e chegar a uma situação extrema que é o ódio.

A chave de um bom relacionamento entre irmãos são os pais.
Os pais devem ficar atentos ao comportamento dos filhos desde os três anos de idade, que é a fase em que a criança descobre que ela e a mãe não são a mesma pessoa. É nessa fase de descoberta que o filho aprende a lidar com a frustração e saber que a mãe não é única e exclusivamente dele.

O relacionamento entre irmãos será sempre marcado pelo ciúme, que, aliás, é saudável em qualquer relação, mas até determinado estágio.
Os pais devem observar, em qualquer idade, se o ciúme e as brigas são apenas para chamar a atenção dos pais ou se ultrapassam limites, com agressão física e palavras ofensivas. Ao contrário do que se imagina, irmãos gêmeos não armam disputas entre si, mas as comparações são inevitáveis.

A melhor maneira de lidar com a comparação é impor limites. O primeiro passo para aprender a enfrentar as comparações é não deixar a baixa auto-estima tomar conta de um dois irmãos. Os pais devem estipular desde cedo que os filhos têm que respeitar o espaço dos irmãos, ou seja, aprenderem a dividir. - Devem ficar atentos também na questão da preferência. O filho caçula e o primogênito não devem ser privilegiados pela família. Isso pode causar traumas irreversíveis de baixa autoestima.

Irmãos gêmeos devem ser criados como duas pessoas diferentes.
A convivência facilita que os pais identifiquem dificuldades e pontos fortes em cada um e tentem descobrir maneiras em que os dois filhos possam se ajudar mutuamente"
(Fonte: Minha Vida)
  • Foto/Sinopse: Escrito pela psicóloga Nise Britto, o livro não se restringe à área teórica. Por meio de entrevistas, a autora também narra casos. Portanto, além de informar sobre todos os aspectos ligados à dinâmica entre irmãos, a obra emociona por conter um pouco das histórias de todos nós.

Quarta-feira, Junho 16, 2010

Michel Fernandes Bastos

Em dois de agosto 1983, nasce em Pelotas, no estado do Rio Grande do Sul, um futuro craque chamado Michel Fernandes Bastos e seu irmão gêmeo Daniel. Desde pequeno a atração pela bola foi mais forte. O pai de Michel, que jogava no Brasil de Pelotas, sempre levava o filho para assistir aos treinos e assim brincar com a bola. Porém, em 1º de agosto 1987, um terrível acidente de carro, leva o irmão gêmeo de Michel, Daniel. Terrível ferida que está presente até hoje no coração e na pele da família Bastos. Este trágico evento marcou tanto as lembranças do Michel, que no início da carreira, em homenagem ao irmão, ele decidiu fazer uma tatuagem no seu braço direito com o nome do querido irmão.

Maicon Douglas Sisenando

Maicon Douglas Sisenando, jogador da seleção brasileira é gêmeo de Marlon. Os nomes foram sugeridos pela mãe que adotou para o filho o nome de Maicon Douglas em homenagem ao ator Michael Douglas, assim como o irmão gêmeo Marlon foi uma homenagem ao também ator Marlon Brando. Eles nasceram em Novo Hamburgo, julho de 1981.

(Fotos: Globo Esporte)

Boris Casoy

“Eu tive poliomielite com um ano de idade, logo após meu aniversário. É uma história peculiar, porque eu tenho uma irmã gêmea (Nina) e nós dois pegamos a doença juntos. Isso foi em 1942, e na época não havia nenhum tipo de vacina.

Minha irmã foi acometida de uma febre muito leve e minha mãe não separou os dois nenês. Minha irmã ficou paralisada e cinco dias depois eu fui acometido pela doença. Ambos ficamos com sequelas. Minha infância foi difícil. Eu praticamente não andava. Minha perna direita não se sustentava: usava um aparelho que servia de estrutura.

Praticamente, tinha apenas a perna esquerda. Após a cirurgia, aos nove anos de idade, começou, então, uma segunda etapa na minha vida. Hoje me considero normal, mas essa doença marca muito psicologicamente. Minha irmã gêmea é secretária, tem netos e está muito bem também”. Boris Casoy

(Fonte: Amputados Vencedores)

Terça-feira, Junho 15, 2010

Susan e Catherine

As gêmeas Susan e Catherine, são duas australianas estilosas, imigradas em Londres. Elas fazem sucesso cantando música pop no Reino Unido.

A linguagem dos gêmeos

"Estudos sobre a linguagem de irmãos têm demonstrado o quanto este aspecto pode estar alterado em função dos fatores biológicos e interacionais. No que se refere aos aspectos biológicos é o fato de que grande parte das crianças gêmeas apresentam complicações antes, durante e após o nascimento.

O desenvolvimento fetal dos gêmeos ocorre num espaço menor devido á presença de mais um irmão no útero e também a maioria nasce antes do que as crianças únicas, além de apresentarem baixo peso e estatura no nascimento, todas essas intercorrencias são consideradas fatores de risco para possíveis alterações de linguagem.

Quanto aos aspectos interacionais, verifica-se que a estreita relação entre os gêmeos pode reduzir a necessidade da comunicação verbal e diminuir a motivação para se comunicar, levando a linguagem secreta, ou seja, uma comunicação própria entre os gêmeos.

Sendo assim, tendo sempre a companhia um do outro, não surgiria a necessidade de se comunicarem com outras pessoas, constituindo assim um atraso. Além disso é descrito que as dificuldades de linguagem dos gêmeos ocorre devido ao tempo reduzido de atenção e interação dispensado pela mãe, pois duas crianças requerem cuidados simultâneos.

Portanto, as mães devem sempre estimular a linguagem dos seus filhos, pois é no contato do dia a dia que as crianças adquirem sua própria linguagem
"

(Fonte: FEF)

Segunda-feira, Junho 14, 2010

Diogo, Laura e Mario

"Até hoje, depois de 6 anos convivendo com Diogo, Laura e Mario, ainda me pego pensando, admirado, sobre como me tornei pai de trigêmeos. Sempre quis ser pai, sempre adorei crianças, mas nunca imaginei que pudesse ter mais de um filho de uma vez. Quando Bia, minha mulher, foi fazer o primeiro ultrassom eu nem a acompanhei. Ela mesma achava que seria inútil eu ir junto só pra ver um feijãozinho. Fiquei em casa trabalhando.

Quando ela voltou eu quis logo saber as novidades. Ela não disse nada, só me mostrou uma caixinha dessas lojas de roupas de bebê. Eu abri e achei a roupinha bem bonitinha. Achei legal que ela tivesse comprado uma roupinha já de primeira, assim. Em seguida ela me mostrou outra caixinha igual. Minha primeira reação foi ficar bravo, caramba, já está gastando demais, disse à ela. E ela começou a chorar. Olhei bem pra Bia e só então percebi: gêmeos!

Nos abraçamos e chorei também, de alegria, de emoção, de surpresa. Na semana seguinte ela foi fazer um outro ultrassom numa clínica com equipamentos mais poderosos. Eu estava ocupado com minhas aulas, não pude ir outra vez. Então Bia me telefona, me pede pra sentar: são três! Ainda bem que estava sentado, porque senão tinha mesmo caído no chão. As pernas fraquejaram. E larguei tudo o que estava fazendo e fui pra casa. Fiquei atordoado, sem saber o que pensar, sentindo tudo e mais um pouco, sem fala.

Quando nos encontramos mais uma vez choramos juntos. Dessa vez além da emoção sentíamos também preocupação. Preocupação com a gravidez, com a Bia, com o futuro. Ainda me emociono lembrando disso tudo. E do dia do parto, dos primeiros dias no hospital, dos primeiros dias cuidando dos três em casa, dos meses que passamos em dormir. Ainda lembro da enorme quantidade de pessoas que passou por nossa casa ajudando, trabalhando e de toda a logística que montamos tudo funcionar. Fazia compras na CEASA, nos atacados da vida.

Comprava quantidades enormes de fraldas, leite, lenços umedecidos, legumes, carnes, frango, frutas. O tempo vai passando, eles vão crescendo mas não me esqueço dos momentos mágicos que passei com eles. Eu acordava cedo pra ir trabalhar e dava a primeira mamadeira, trocava a fralda da noite. Os sorrisos que vi dos trigêmeos nesses momentos são impagáveis, inesquecíveis, marcas pra toda a minha vida. Depois dos 6 meses de vida, nunca mais nos deram trabalho pra dormir. Até hoje dormem super bem. Hoje posso dizer que são disciplinados, organizados, crianças bondosas, gentis.

Eu e minha mulher, sempre nos divertimos muito com os três, sinto que eles são muito felizes, muito risonhos, muito divertidos. Com o tempo fui percebendo que criá-los no Brasil seria muito difícil pra nós, gastaríamos muito dinheiro e não poderíamos oferecer a eles a qualidade de vida que gostaríamos. Então resolvemos sair do país. Hoje moramos no Canadá e nossas preocupações com o futuro são bem menos estressantes do que antes. Claro, como tudo na vida, a tri-paternidade tem seus pontos negativos também.

Por exemplo, acho que envelheci bastante, não tinha cabelos brancos antes do nascimento deles. É cansativo ensinar...tudo tem que ser dito três vezes. E óbvio, é dispendioso, mas é muito compensador. Uma das coisas de que mais gosto é ver a cumplicidade deles. Ser pai de trigêmeos ampliou muito minhas perspectivas sobre a vida, me fez uma pessoa melhor. Pelo menos eu acho que sim. Espero poder vê-los crescer e quem sabe, se tiver sorte, me tornar avô. Do jeito que o tempo voa, não demorará muito".

Octavio Lacombe e família moram em Calgary, na província de Alberta no Canadá. Ele é arquiteto, urbanista e professor universitário.

Ana Helena e Domênico

A atriz Daniela Franco e o multifacetado Moacyr Franco, são pais dos gêmeos Domênico e Ana Helena.

Domingo, Junho 13, 2010

Camila Colla Duarte Garcia

Ela é paulistana, psicóloga, com quase 30 anos e já mãe de 3 crianças: Manuela com 3 anos, Joaquim e Pedro com quase dois anos. Casou cedo, teve os filhos rápido e seguidinhos. No começo deste ano, quando estavam os três na escola, ela se viu com as tardes livres e estava achando aquilo um “respiro” delicioso! Podia cuidar de si mesma, sair para bater perna, fazer nada, tomar longos banhos e assistir a filmes em casa, sentada no sofá com uma mantinha, um café e o DVD.

Mas, a suposta alegria durou pouco. Em uma de suas “sessões da tarde” ela assistiu ao filme “Julie & Julia” e adorou. Com o filme ela ganhou inspiração para criar um blog. Ela não estava insatisfeita no “trabalho”, como uma das protagonistas do filme, apenas tinha tempo livre. Como ela diz não ter o menor talento para cozinhar, diferentemente da Julie e da Julia, resolveu criar um blog para tratar de assuntos sobre os quais entende e domina: a dura e deliciosa tarefa de ser mãe, inclusive de gêmeos.

Às vezes com muita técnica, outras, se descabelando, aplicando os conhecimentos obtidos em sua graduação em Psicologia pela PUC-SP, mas sempre com disposição, dedicação, alegria e realização. Hoje, ela percebe que acrescentou mais uma função, além de Diretora do RH desta Maison, Camila se dedica ao site Mamãe Tá Ocupada!!!


O site nasceu em 15/03/2010 e vem crescendo em visitas, seguidores e comentários, porque Camila escreve muito bem e retrata sua interessante rotina maternal, com senso de humor, leveza e ternura.

São Paulo / SP

Sábado, Junho 12, 2010

Alessandra e Amanda

"Fico imaginando como meus pais conseguiram nos criar. Primeiro, minha mãe ficou grávida da Ellen (minha irmã mais velha) sem esperar. A Ellen era ainda bebê, quando mamãe engravidou de gêmeos!! Eu e Amanda. Nos exames de pré-natal, ultrassom, só tinha dado uma criança, mais com o batimento acelerado, o médico falou à minha mãe que seria mais conveniente abortar, pois a criança poderia nascer com problemas devido o uso do DIU e o seu batimento acelerado preocupava ainda mais os médicos.

Minha mãe disse que jamais abortaria e que se Deus mandou lhe mandou um filho, ela o teria independente de vir saudável ou não.
Por causa da barriga enorme da mamãe, minha avó dizia que deveria ser gêmeos (minha mãe ficava uma fera quando ela falava isso). Enfim, chegou o dia tão esperado do nascimento. Minha mãe quis o parto normal e foi: nasci eu pequenina e enrugada - quando o médico fala: "Mamãe força que tem mais um bebê pra nascer. Sim, era a Amanda pequenina e enrugada também. Imagina a minha mãe saindo da sala de parto com duas pulseirinhas no braço e meu pai quase desmaiando. Coitadinho....Que situação!

Sem contar que éramos muito feias, pois passamos da hora de nascer, engolimos um monte de besteiras. Eu nasci com 1.900kg e Amanda com 2.100kg. Minha avó quando foi nos ver na incubadora desmaiou, disse que não acreditava que suas netas pareciam ratinhos, rs! Nós somos muito ligadas, muito unidas mesmo. Certa vez perdi o emprego e ela (sem saber) me ligou chorando muito. Perguntando se eu estava bem, e disse que não conseguia parar de chorar - e não sabia o motivo. E eu, tentando ser forte caio no choro, ficamos ali chorando e depois rindo, até que contei que tinha sido demitida e ela me acalmou. Sem contar as diversas vezes que nos confundem. É cômico!

A Amanda morou fora do Brasil por seis meses (o período mais difícil da minha vida. Senti muito a falta dela)
. Nessa época uma amiga dela me agarrou no shopping e quase me rodou, achando que eu era a Amanda que havia voltado. Foi hilário. Bem, eu ficaria o dia todo contando nossas histórias, mas o depoimento já ficou enorme. Deixo aqui um grande beijo para todos os gêmeos e também para todos que lêem este blog" Alessandra.

Obs: No ano em que Amanda morou fora, Alessandra fez uma tatuagem em francês: "Ma Soeur, Mon Ange" (Minha irmã, Meu anjo). Amanda disse que pretende fazer a mesma tatuagem este ano, mas morre de medo de agulhas...

Alessandra Mira de Souza é gêmea de Amanda Mira de Souza.

São Paulo / SP

Thomas e Zoe

O ator americano Dennis Quaid e sua mulher Kimberly Buffington, são pais dos gêmeos Thomas Boone Quaid e Zoe Grace Quaid. As crianças nasceram na Califórnia - Estados Unidos.

Sexta-feira, Junho 11, 2010

João, Clara e Caio

"Jemima, embora estivesse lhe prometendo um relato há tempos, hesitava na hora do ‘vamo vê’. Isso porque não sabia sobre o que escrever. Quando publiquei o livro há oito anos, o encantamento com a paternidade, evidentemente, era maior – afinal, só tinha novidade. Hoje, os trigêmeos tem doze anos e estão a caminho célere da adolescência – na verdade, com tantos estímulos (internet, celular e esta gama de penduricalhos tecnológicos), acho que são adolescentes há tempos.

São três indivíduos completamente diferentes entre si. Com vontade própria – e põe própria nisso – e capazes de enumerar desaforos de tirar um monge tibetano do sério, imagine a mim e a Claudia. Mas apesar dos pesares – era ótimo quando podíamos botá-los de bruços para tomar sol de manhã cedo, no quarto dos fundos do apartamento do Leme – dá uma sensação de felicidade vê-los crescendo saudáveis, fortes, capazes. Parafraseando Nando Reis, “é bom olhar para trás e não se arrepender”. É claro que dá um banzo danado quando vejo fotos daqueles molequinhos impotentes, precisando de mãos ou colo para qualquer coisa.

Antes, era muito mais fácil, apesar de milhares de fraldas sujas, daqueles repelentes cocos que entorpeciam quem tentasse livrá-los daquele odor típico de refeição de abutre. Naqueles dias eles dependiam de nós para tudo. Agora, dependem cada vez menos e somos (eu, Claudia, a nossa geração) dispensáveis, pois guardamos o pomo do conservadorismo. Sabe aquela parada de guerra geracional? Pois é...A geração deles já nasceu com um chip na cabeça. E isso aumenta a distância entre nós.

Mas independentemente de tudo, é uma grande, inominável benção ser pai – embora seja, atualmente, muito mais espectador do que participante do processo de criação deles - de Caio, Clara e João. [Minha ausência é justificada porque eu tenho uma meleca de doença, pouco conhecida, chamada Machado Joseph, uma (ataxia spino-cerebelar) um mal que ataca o cerebelo e consequentemente vai minando todos os movimentos. Acho que a ideia maligna desta doença é isolar o doente do mundo, uma vez que ataca a voz, os movimentos finos das mãos, o caminhar, o olhar, a respiração].

Mas eu insisto e não reclamo. E assisto a Claudia, minha mulher, rugir e embalar o sono e os sonhos dos três. Lamentavelmente sou apenas uma testemunha da coragem e determinação dela, que se locupleta para atender os mais diferentes pleitos de todos os três, ou melhor, os cinco, incluídos aí eu e Capuccino, um pug de três anos.

Se consigo driblar meu isolamento social, o mérito é de João, Clara, Caio, e principalmente, da mãe deles. A Claudia é a essência da família”.

Eros Ramos de Almeida, é o autor do livro MELHOR DE 3. Um livro imperdível!

Rio de Janeiro / RJ

Augusto e Bernardo

Os modelos gêmeos Augusto e Bernardo Dahinten, de Porto Alegre, contaram que ainda se estranham muito em casa. "Mas agora as brigas têm diminuído porque ficamos maiores e o estrago físico pode ser maior", brinca Bernardo. Nesta foto, eles se preparavam para um desfile.

Quinta-feira, Junho 10, 2010

Um corpo: duas almas

Este era o título da matéria de capa da revista Life de 1998 que falava sobre as irmãs siamesas Abigail Loraine Hensel e Brittany Lee Hensel nascidas em março de 1990 no Condado de Carver em Minnesota-USA. Além de compartilhar vários órgãos, elas possuem duas cabeças, duas espinhas ligadas pela base, dois corações com o sistema circulatório unido, dois estômagos, três rins e duas bexigas.

Quarta-feira, Junho 09, 2010

Patrícia Magalhães Lopes

"Nossa infância foi ótima, com muitas brincadeiras de rua, viagens. Sempre aprontamos muito, por exemplo: Minha mãe sempre recebia muita gente em casa então, escondíamos os sapatos e colocávamos pimenta no lanche das visitas. Tivemos que estudar no mesmo período, pois minha irmã me obrigava a fazer as provas por ela, quando estudávamos em períodos diferentes. A professora desconfiou quando a Juliana começou a tirar notas altas em português e ao verificar a letra, descobriram que era eu que fazia as provas no lugar dela.

Minha mãe quase enlouqueceu com a gente. Uma vez, prendi meus dedos na porta e quem sentiu a dor foi a Juliana, mas só aconteceu desta vez. Hoje, a nossa sintonia não é fisica e sim, sentimental. Sempre sabemos o que acontece uma com a outra só de olhar. Quando éramos mais novas a minha mãe nos vestia com roupas iguais, depois fomos crescendo, e então, começamos a nos vestir de maneira distinta.

Temos personalidades completamente opostas, e isso que é o bacana, pois a gente se completa. Compartilhamos nossas alegrias e tristezas, damos força uma pra outra.
O lado ruim é que quando minha irmã aprontava, eu sempre apanhava. Mas, hoje o lado divertido é ver a expressão e a reação das pessoas quando nos encontram - é muito engraçado, porque elas se surpreendem com a nossa semelhança.

E quando precisamos dirigir, basta levar UMA carteira de motorista. Quando discutimos, passam cinco minutos e tudo fica bem. Somos cúmplices e muito amigas”. Patrícia

Patrícia Magalhães Lopes é professora
Juliana Magalhães Lopes é pedagoga
Contato: pmlopes26@hotmail.com
Contato: julydonetts@hotmail.com
Brasília / DF

Rafael e Gabriel

O apresentador Carlos Massa (Ratinho) e sua mulher Solange, também tiveram filhos gêmeos: Rafael e Gabriel.

Terça-feira, Junho 08, 2010

Fernando e Luciano

(Aniversário de 85 anos do pai:
Sr Hector com os filhos gêmeos Fernando e Luciano)


"Minha infância foi ótima, meus pais sempre foram dedicados e muito amáveis. Meu pai trabalhava o dia todo e minha mãe cuidava da gente, mas quando ele chegava em casa queria saber tudo o que tinha acontecido conosco. Sempre que podia trazia pra gente um mimo: lembro das lajotinhas da kopenhagen, era uma festa.

Além de mim e o Luciano (meu irmão gêmeo) tenho uma irmã mais velha, a Marília e um irmão caçula, o Carlos. Sempre nos demos bem e se tivemos atritos foi coisa pouca. Até hoje nos encontramos aos domingos para uma macarronada. Puxa, sabe que não vejo pontos negativos... talvez o fato de não ter tido um quarto só meu. Sempre dividi o quarto com meus irmãos. Quando a Marília se casou achei que o quarto dela ia pra mim, mas quem ficou com ele foi o meu irmão caçula, pois tinha que ficar com o gêmeo.

Agora, o lado positivo.... Só os gêmeos sabem que maravilha é não ser só. Como é ter um amigo eterno, próximo e constante. A cumplicidade do irmão gêmeo não tem comparação. Não existe esse negócio de telepatia mas sim uma sintonia inegualavél. Sou padrinho do filho do Luciano: Vitor de oito anos e é um grande amigo. Quando segurei ele pela primeira vez nos braços, vi o Luciano e tive um arrepio na espinha pois senti como se estivesse vendo o Luciano pela primeira vez, eu e ele recém-nascidos. Uma viagem.... Somos muito ligados apesar da distância física. Sei que posso contar com ele a qualquer hora e vice-versa. Luciano é administrador de empresas e eu sou ator. Ele é mais tímido e eu atirado. Ele adora churrasco e eu curto um vegetariano. Ele ainda fuma, eu parei há 3 anos. Ele adora receber amigos e visitas eu sou mais reservado"

Fernando Vieira é Ator, Mímico, Professor de Mímica, Clown, Commedia Dell'Arte e Improvisação. Ele está casado com a atriz Suzy Rêgo. Eles foram abençoados também com os gêmeos: Marco e Massimo.
São Paulo / SP