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Quinta-feira, Março 31, 2011

Fatima Bernardes

Li a entrevista que a jornalista Fátima Bernardes deu à Revista Fértil e achei interessante compartilhar:

“Eu sempre fui muito decidida e achava que engravidaria no momento que quisesse. Defini que seria em setembro de 1994, quando faríamos uma viagem pela Itália, só que eu não engravidei em setembro, nem em outubro, nem em novembro, dezembro, janeiro. Sempre tive uma menstruação muito irregular e disso dificultava descobrir o dia fértil. Começamos com aquela história da temperatura, do dia. Depois a gente descobriu que nem todo mês eu ovulava e fiz um tratamento, já que era março de 1996.

Foram quase dois anos nesse processo e como eu tinha sido escalada para as Olimpíadas de Atlanta, decidimos esperar. Na volta, minha ginecologista sugeriu que o William também fizesse um exame e descobrimos que ele estava com uma produção baixíssima de espermatozóides. Descobrimos que o problema não era genético e sim, circunstancial. Ele fumava, era estressado. A previsão de tratamento era de dois anos. Neste momento optamos, por sugestão da minha médica, pela fertilização in vitro e procuramos um especialista.

Nós imaginávamos ter um filho com a FIV e dois anos depois, ter outro por vias naturais, sem cobrança, sem pressão. Eu voltei das Olimpíadas em agosto e em dezembro de 1996 fiz meu primeiro tratamento. Transferimos três embriões, mas não engravidei. Dois meses depois eu disse ao William que estava pronta para tentar de novo. Mas dessa vez, por decisão dos médicos, transferimos quatro embriões – o limite. Dos quatro, três vingaram. Eu fiquei sabendo que tinha engravidado no dia 29 de março de 1997.

Desde os 7 anos de idade eu tomo uma xícara grande de café preto pela manhã. Nesse sábado, só de olhar a cafeteira fiquei enjoada. Era o 12º dia após a transferência dos embriões e o exame de gravidez estava marcado para dois dias depois. Na hora de me vestir, a calça não fechava. Liguei para o médico, contei o que estava acontecendo e pedi pra antecipar o exame.

Com a gravidez confirmada, a dúvida, então, passou a ser quantos bebês eram, já que o Beta HCG estava bem alto. Eu dizia que não ia contar pra ninguém, até o terceiro mês, mas não me contive. Foi avassalador, não consegui guardar segredo.

Houve dois momentos difíceis. O primeiro é a expectativa para o teste de gravidez. São 14 dias de espera nos quais, teoricamente, você pode levar uma vida normal. Mas não tem como relaxar, sempre fica a dúvida. Quando não dá certo você se pergunta se fez alguma coisa errada. Acho que essa expectativa foi pior que as injeções!

O segundo foi quando parei de trabalhar para evitar as contrações, porque quando o útero atinge certo grau de dilatação as contrações começam a acontecer. Com a gravidez de trigêmeos o útero atinge esse limite antes da gestação terminar. Esse período foi bem mais tenso. Quando eu estava com um pouco mais de cinco meses de gravidez, a minha obstetra sugeriu que eu visitasse uma UTI Neonatal, uma vez que meus filhos seriam prematuros.

Quando olhei o berçário fiquei péssima. O neonatologista conversou muito comigo e me explicou que cada dia na minha barriga faria muita diferença no desenvolvimento das crianças. A UTI assusta a gente porque os bebês não se parecem com o recém-nascido que estamos acostumados a ver. Aquela visita foi definitiva. Ali eu percebi o quanto era importante esticar ao máximo minha gestação.

Eles nasceram na 33ª semana. Na véspera do parto, fiz um exame que indicou que um dos bebês entraria em sofrimento por causa da posição do cordão umbilical nas 48 horas seguintes. Refiz o exame às 7 da manhã e às 11:28, 11:29 e 11:30 horas nasceram meus trigêmeos. Vocês não fazem idéia da concentração de sambódromo que era aquela sala de parto. Eram dois anestesistas, três obstetras, neonatologista, duas enfermeiras, o pediatra e o pai. Uma correria, porque eles nasceram com intervalo de um minuto cada um. A Beatriz ficou 25 dias, e a Laura e o Vinícius 23 dias na UTI Neonatal”
(Fotos: Caras)

Doação de óvulos no Brasil

"Doação de óvulos já é uma realidade no Brasil; As mulheres têm adiado cada vez mais a maternidade e quando pensam em ser mães, a produção de óvulos já não está mais a todo vapor. Além disso, há aquelas que possuem problemas de saúde que afetam a fertilidade. Nestes casos, uma das saídas para realizar o sonho da maternidade são os tratamentos de fertilização e a doação de óvulos.

A doação de óvulos ainda não é algo tão comum quanto a doação de sêmen, embora ambas representem atos de amor ao próximo e de desprendimento. "Diria que as mulheres aceitam melhor a doação de óvulos do que os homens aceitam a de sêmen. Por mais que o DNA da criança seja o da doadora, é a receptora que vai engravidar sentir os sintomas e o bebê mexendo, ter as dores do parto, reforçando a maternidade. Ter um neném com a carga genética diferente perde a importância diante de tudo isso", explicou o ginecologista Edilson Ogeda, do Hospital Samaritano de São Paulo (SP).

Quem pode doar: Não há, no País, uma legislação específica sobre o assunto. Todavia, Cambiaghi afirmou que óvulos não podem ser vendidos e a mulher que opta por doá-los o deve fazer anonimamente. "A doadora deve ser uma mulher jovem, de até 35 anos, que tenha produzido uma boa quantidade de óvulos. E os óvulos congelados não tem prazo de validade, portanto podem ser doados também” destacou o especialista Cambiaghi.

Ao aceitar uma doação, a receptora tem acesso a dados gerais e raciais da doadora. Os médicos condenam, no entanto, a tentativa de selecionar características físicas para o bebê. A maioria das clínicas de fertilização conta com bancos de óvulos onde os casais podem encontrar a chance de ter um filho. "Quem doa mostra uma liberalidade e um ato solidário. Preocupo-me apenas com a receptora, pois o casal tem que estar em muita sintonia para receber a criança como uma benção e não como um problema", afirmou Ogeda"

Artigo de Juliana Crem para o Portal Terra.

Quarta-feira, Março 30, 2011

Pedro e Lucas

“Ola Jemima,
Eu tenho 32 anos e há um ano e meio tive o prazer de ver os rostinhos dos meus filhos gêmeos: Pedro e Lucas. Sempre tive ovário policístico e quando decidimos engravidar, descobri que seria difícil. Parece que quando queremos engravidar, a expectativa aumenta a cada mês. Então, tomei um comprimido para estimular a ovulação e já na segunda tentativa engravidei. Aliás, sei exatamente o dia, 1° de janeiro de 2009. Numa manhã de domingo, sem falar nada para o meu marido (Marcello) fui sozinha até a farmácia e comprei o teste. Quando vi que tinha dado positivo, acordei o Marcello aos berros! O coitado, meio sonolento, mal pode acreditar.

Sabíamos do risco de ser uma gestação gemelar, por causa do tratamento. Desde criança eu sempre disse que queria ter gêmeos. No dia do ultrassom, Marcello estava com a filmadora em mãos, quando a médica confirmou que eram dois bebês. Meu Deus! Perdi o fôlego. Eu não conseguia entender tudo aquilo enquanto meu marido estava na maior calma do mundo - até que ele olhou pra tela e disse: “Meu Deus, são dois mesmo!! Precisamos encontrar um representante de fraldas” Tive uma gravidez ótima, sem complicações, sem enjôos. Meus filhos nasceram em 09/09/2009. Passamos três meses sem babá. Um verdadeiro desespero, sem saber o que fazer.

Mas como tudo na vida, com muita paciência e amor, fui aprendendo com meus anjinhos e escutando o que eles tinham pra me dizer. Amamentar, não foi uma maravilha como dizem nos cursos para gestantes e de novo fui aprendendo sozinha. Depois de um pouco mais de um ano, percebi que o mundo não vai acabar só porque não consigo dar conta de tudo. Lembro que quando contava para as pessoas que teria gêmeos, era muito difícil ouvir palavras positivas. Ouvi muitos comentários negativos e desanimadores.

Hoje já consigo administrar o meu tempo. Voltei para o meu Corporal Estúdio Pilates, dou aula na Unopar e ainda faço mestrado em educação física. Meus ‘pitokos’ estão aqui ao meu lado assistindo um vídeo. Já cochilei com eles, fiz bolo, dei banho e agora encontrei um tempinho pra escrever minha história. Portanto ser mãe de gêmeos é uma dupla benção divina. Apesar de trabalhoso, é maravilhoso!”

Daniela Custódio e Marcello são pais dos gêmeos bivitelinos Pedro e Lucas
. @pilateslondrina

Londrina / PR

Lara e Benjamin

O que era para ser um sonho realizado, tornou-se inicialmente um susto para Rosana Jatobá. Ao dar à luz aos gêmeos Lara e Benjamin, ela recebeu a notícia de que o menino tinha imaturidade pulmonar, e por isso precisaria ficar internado no hospital, até se desenvolver. "Esse problema aconteceu porque eles nasceram cinco dias antes do previsto. Ele estava com dificuldade para respirar e mamar. Fiquei triste, tensa e apreensiva, mas fui relaxando quando vi a evolução dele", explica. Frutos do casamento com Frederico Mesnik, as crianças nasceram no dia 4 de Janeiro, no Hospital Albert Einstein, em São Paulo. A felicidade da jornalista ficou realmente completa no último dia 16/01 quando ela pôde ir para casa com os filhos. "Foi uma alegria e tanto! Foi um grande presente de aniversário" (ela completou 40 anos naquele no mesmo dia). Apesar de poucos dias de vida, Rosana diz que já percebe diferenças nos pequenos. "Lara é elétrica, corajosa e mama com determinação! Outro dia eles tomaram vacina, e ela nem chorou, enquanto ele, sim. Benjamin é mais manhoso, chorão, dengoso... bonachão. Foi uma bênção ter um casal, com personalidades tão diferentes. Maternidade é um exercício de compreensão da outra pessoa. Enriquece muito a vida da mulher, tudo muda", afirma Rosana.
(Fonte: Ego / Foto: Contigo)

"Criando gêmeos e múltiplos"

CRIANDO GÊMEOS E MÚLTIPLOS EM IDADE ESCOLAR.

Seus gêmeos cresceram – e de maneira tão rápida! Estão em idade escolar; e os desafios agora são outros. As incertezas são sempre muitas. Os problemas comportamentais, a personalidade de cada um, as perguntas que eles fazem... Como proceder? Como conhecer e incentivar a individualidade? Como devemos apoiar relacionamentos positivos entre irmãos? De que modo disciplinar com eficácia? Qual a melhor maneira de lidar com desenvolvimentos físicos e intelectuais diferentes? Será que os gêmeos devem ser colocados na mesma classe na escola? E se um dos seus filhos tem mais dificuldade para fazer amigos que o outro? Até que ponto estimular a competição entre gêmeos é saudável?

Estas e muitas outras dúvidas são esclarecidas neste livro. A autora Christina Baglivi Tinglof, mãe de gêmeos, mostra como percorrer com segurança os anos escolares de seus filhos, dos primeiros dias do jardim-da-infância até os dramáticos anos do ensino médio. Saiba como educar e conduzir seus filhos da pré-escola à adolescência.

Ela é escritora e colaboradora da revista Twins!, fundadora e editora do site Talk-about-twins.com e autora de Doublé duty, The organized parent, e The stay-at-home parent’s survivalguide.
(Fonte: M.Books)

Terça-feira, Março 29, 2011

Cristina e Victoria

Julio José Iglesias Puga de la Cueva nasceu em Madrid, dia 23 de setembro de 1943. É um é um ex-jogador de futebol, cantor e empresário de fama internacional. Julio Iglesias e a mulher Miranda, tem cinco filhos: Miguel, Rodrigo, Guillermo e as gêmeas Victoria e Cristina.

Renata e Fernanda

"A maringaense Renata Kitagawa, estava há cinco anos na Província de Ibaraki, região nordeste do Japão, trabalhando numa fábrica de componentes eletrônicos e não pensava em retornar ao Brasil tão cedo. Mas o terremoto do dia 11/03 mudou tudo. Ainda assustada, ela desembarcou no aeroporto de Maringá e foi recebida por parentes e amigos, que a esperavam com cartazes de boas-vindas, abraços e lágrimas. As mais emocionadas eram a mãe, Lídia Stenle e a irmã gêmea, Fernanda.

"A gente estava muito preocupada com a situação dela lá com todos os acontecimentos. A cada dia, a cada notícia ficava mais desesperada. Agora estou aliviada em tê-la aqui. Não vou deixá-la voltar nunca mais. Vai ficar aqui, com a gente", disse Lídia. Renata não tem tanta certeza. Apesar do medo que confessa ter passado pensa no pai que continua no Japão e no namorado que deixou para trás. “Vim embora por causa do perigo da radiação que cada vez piora e eles não conseguem resolver." disse Renata"

Matéria de Edmundo Pacheco para O Diário.

Vestido de Rodar

"Tudo começou quando minha sobrinha Sophia disse: 'Titia, eu quero modelar!' Conversei com os pais dela e resolvemos acatar seu pedido, porém de uma maneira diferente. Sophia tem apenas 4 anos, não queremos agenciá-la. Desejamos estar por perto, mostrar à ela como é o mundo da moda para que ela possa descobrir se realmente gosta, de maneira divertida e segura. Assim nasceu o blog Vestido de Rodar" Rejane.

Vestido de Rodar é um blog de moda infantil cujo objetivo é mostrar para as mães, apreciadores e profissionais da área, tudo o que está rolando no universo de moda infantil. O intuito é provocar inspiração, encantar, mostrar que moda é muito mais do que simplesmente comprar roupas bonitas e de marcas renomadas.

O Vestido de Rodar menciona também as marcas internacionais disponibilizadas no Brasil, porque acha relevante mostrar como outras culturas trabalham o tema moda. E para as marcas nacionais, foi criado o projeto Pinraw. Um grupo formado por profissionais capacitados: Rejane Cavalcanti publicitária há 19 anos com ótimo bureau de planejamento. Roger Engelmann, fotógrafo há mais de 20 anos. Christian Dior, Vicunha, Vogue, TAM, Credicard, Bunge são algumas das marcas que já passaram por suas lentes. Francine Belotto está no mercado há muitos anos coordenando grandes campanhas de moda, e acabou se especializando em cenografia. Neto Cassab é um dos melhores maquiadores e hairstylist que faz SPFW, Rio Fashion, Donna Fashion e muitas campanhas de moda adulta.

O trabalho do Pinraw é fotografar e enviar as melhores fotos para os editoriais e catálogos de moda infantil. Uma equipe aficionada por moda e por crianças.

Segunda-feira, Março 28, 2011

Adriana e Andreia por Lu Oliveira

“Duas meninas?” foi a pergunta que meu pai fez ao médico dia 1º de dezembro de 1980, quando minhas irmãs caçulas nasceram. Pode parecer incrível, mas não sabíamos que nossa família receberia a “visita” de gêmeas!!! Nunca entendi exatamente, mas meus pais contam que não fizeram o exame de ultrassom e, durante o pré-natal, o médico não disse nada sobre esse “detalhe”. Nenhum de nós suspeitava, até porque minha mãe ganhou pouco peso.

Minha irmã mais velha estava com 10 anos e eu com 6. Como toda boa caçula, curtia meu reinado e nem pensava na hipótese de outro membro para nossa família. Mas minha irmã queria muito um outro irmão. Só para vocês terem uma ideia, chegou a esconder o anticoncepcional da minha mãe, tamanha era sua vontade de que ela engravidasse.

Por fim, em março de 1980, a notícia que ela tanto aguardava se tornou uma realidade: minha mãe estava grávida! Em tempos de “vacas não muito gordas”, lembro-me de que o enxoval foi modesto: algumas roupinhas compradas, outras ganhadas, um singelo berço no mesmo quarto dos meus pais.

Então imaginem a surpresa quando, somente no dia do parto, ficamos sabendo que receberíamos duas belezinhas em casa! É claro que meu pai chegou a pensar que poderia ser um menino, mas sempre manifestou sua alegria por Deus ter lhe concedido a graça de ser o “bendito é o fruto” entre as mulheres.

A correria foi grande e muitas pessoas ajudaram a reforçar o enxoval. Eu já tinha 7 anos quando elas nasceram e, da minha maneira, ajudava minha mãe nos cuidados do dia-a-dia. Recordo-me das roupinhas e dos penteados iguais até certa idade; elas não são idênticas, mas ambas são lindas por dentro e por fora.

Um episódio marcante foi quando as duas prestaram vestibular pela segunda vez e apenas uma passou. Não houve como comemorar. As duas prestaram para Educação Física e, pela primeira vez, iriam se separar. Mas tivemos que aceitar e compreender que, mais cedo ou mais tarde, isso aconteceria. Hoje as duas já estão formadas há algum tempo, são casadas e cada uma tem seu filho” @Oliveiraodiario

A crônica adaptada acima é de Lu Oliveira, postada em seu blog no Diário de Maringá. Suas irmãs gêmeas são bivitelinas. Andreia mora em Maringá e Adriana mora em Florianópolis.

Maringá / PR

As gêmeas do sertão: Parte II

Cirurgia de separação pode ser a única esperança para gêmeas siamesas do Ceará: As gêmeas Maria Clara e Maria Clarice nasceram unidas pelo abdome e precisam ser separadas. Elas foram em busca de uma cirurgia em São Paulo. Conheça a história das meninas e acompanhe o encontro das gêmeas com a equipe médica.

Ontem, o Domingo Espetacular exibiu a segunda parte da matéria apresentada pelo repórter Gerson de Souza e produzida por Letícia Fagundes. Assista ao vídeo no Portal R7

"Belezinhas em cascata"

O título acima é da matéria veiculada na Revista Veja desta semana. Parabéns à Majoy Antabi fundadora do Portal Múltiplos, mencionado abaixo:

"Os nascimentos de gêmeos antes raros, agora são corriqueiros e encarados com naturalidade pelos pais. Os múltiplos são frutos de uma das mais espetaculares mudanças demográficas e sociais dos tempos modernos, que começou quando suas avós e depois suas mães, ingressaram no mercado de trabalho.

As mulheres começaram a adiar a maternidade e quando decidem ter filhos, elas contam com a ajuda das técnicas de reprodução assistida. Este mesmo recurso é usado por casais com dificuldades para gerar filhos naturalmente. Ocorre que, a reprodução assistida aumenta em 40% as chances de uma gestação gemelar.

Nos Estados Unidos, o nascimento de gêmeos quase dobrou nas últimas décadas e o de trigêmeos quase quadruplicou. No Brasil, nos últimos 25 anos, o número de gêmeos acompanhou o crescimento da população, mas o de trigêmeos mais que dobrou:

Gêmeos = 1984 foram 43.415 e em 2009 foram 48.439
Trigêmeos = 1984 foram 669 e em 2009 foram 1.577

Estes números estipulam que um par de gêmeos nasce a cada 89 partos, trigêmeos a cada 7.921 partos e quadrigêmeos a cada 704.969 partos. A era da reprodução assistida acessível anulou esse modelo demográfico vigente há mais de um século. O número de mulheres brasileiras que buscam tratamento para a fertilidade aumentou 300% desde 1980. Apenas as sortudas conseguem engravidar na primeira tentativa.

Hoje, no Brasil, permite-se que apenas 4 embriões sejam implantados – justamente para diminuir os índices de gravidez gemelar – pois ela oferece maiores riscos à mãe e aos bebês, que podem nascer prematuras ou muito abaixo do peso saudável. Na criação de gêmeos, tantos os psicólogos quanto os pais experientes no assunto, dizem que o segredo está em sempre respeitar a individualidade de cada filho.

Nada de roupas iguais e presentes idênticos. O fato de serem parecidos fisicamente não significa que devem ter o mesmo comportamento e preferências. Muita gente acredita que, entre gêmeos, é comum um deles ter sensações físicas ou emocionais simultaneamente ao outro. Não existe nenhuma evidência científica disso. Os pais de gêmeos concordam que, quando se trata de aconselhamento prático sobre como proceder com as crianças, nada substitui a troca de experiências com outros pais.

(Foto: Majoy Antabi e família)

Quando engravidou de trigêmeos em 2002, via inseminação artificial, a paulista Majoy Antabi, buscou orientação nos livros e na internet, mas ficou surpresa com a falta de informação, tanto prática quanto especializada. Quando seus trigêmeos nasceram (Maia, Laila e Henri) ela pediu de presente ao marido um site em que pudesse retratar sua rotina como mãe de trigêmeos e compartilhar suas experiências com outras mulheres na mesma situação"

Assim nasceu o Portal Múltiplos que já tem mais de 3.500 mães cadastradas. Contato: majoy@multiplos.com.br


*Matéria assinada por Carolina Romanini e Carolina Melo.

Sexta-feira, Março 25, 2011

Cândido Godói: Variação de um gene

(Fotos de Ricardo Fagundes)

"A razão para o alto número de gêmeos em Cândido Godói está na variação de um gene. Pesquisadores de genética da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e profissionais do Hospital de Clínicas da Capital mostraram hoje aos moradores do município que uma variação do gene p53, um dos responsáveis pela fecundidade, aumenta a sobrevivência de óvulos de gêmeos no útero das mulheres que vivem na região. Este gene pode se apresentar em duas formas: G ou C.

A pesquisa mostrou que as mães de gêmeos têm percentualmente o dobro da forma C ante a forma G. A probabilidade que esta diferença tenha ocorrido por acaso é menor de 0,1%. A explicação não é experimental, ou ambiental, e sim, o chamado Efeito do Fundador. Segundo a pesquisadora Lavínia Faccini, as poucas famílias que se instalaram na região desde o início do século passado já carregavam o gene diferenciado e acabaram concentrando a característica na região.

Os pesquisadores estudaram 42 mães de gêmeos, e 101 mães sem filhos gêmeos no município de cerca de sete mil habitantes. Os pesquisadores, porém, ainda buscam resposta para uma outra curiosidade: a maioria das mães do município que tiveram gêmeos beberam água de poço. Ainda não se sabe se há alguma ligação entre a água e a fecundidade da população. O que se sabe ao certo é que a resposta mais aceita agora é a genética.

Matéria de Carlos Etchichury para o
Zero Hora

*Assista também a matéria completa no Jornal Nacional!

Adriele, Fabiane e Isabele

“Peraí que tem mais um aqui, mãe!” Ao ouvir essas palavras, em plena sala de parto, Edineide Luz Pereira, soube que teria não duas - como esperou durante toda a gravidez - mas três filhas. E com um misto de sensações que, segundo ela, foram do susto à felicidade, recebeu, ainda sem palavras, a linda Isabele. Mãe de Fabrício, de apenas 1 ano, ela só descobriu que estava grávida aos quatro meses. De lá pra cá, fez três exames pré-natais e, por volta das 5 horas do dia 11 deste mês, deu entrada no Hospital Maternidade de Santo Amaro, no Recôncavo, para dar à luz a gêmeas.

Pouco depois, Adriele nasceu, mas, como o nascimento da segunda menina demoraria mais de uma hora, o médico achou que uma cesariana seria necessária e a transferiu para Salvador. Depois de percorrer 79 quilômetros em ambulância até o Instituto de Perinatologia da Bahia (Iperba) Fabiane nasceu, também de parto natural. Parecia que a odisseia de Edineide tinha chegado ao fim, mas, quando o procedimento já estava sendo finalizado, surge a terceira bebê. “A médica tomou um susto porque já estava encerrando o parto e percebeu que tinha mais uma”, lembra a mãe.

As meninas nasceram saudáveis, mas, por terem sido prematuras, seguem na maternidade para ganhar peso. A família deve ir para casa na próxima segunda-feira, dia 28/03. A família mora no município de Terra Nova. O pai está desempregado e o casal sobrevive apenas dos R$ 254 que Edineide ganha como professora do programa Todos Pela Alfabetização. Mas as dificuldades não desanimam.

“Apesar da condição, uma criança é sempre uma bênção”, diz a mãe, que tem só um berço - o mesmo usado por Fabrício. A nova grande família agora busca ajuda. Muitas fraldas, leite, peças de enxoval e até material de construção são necessários.


Quem quiser e puder ajudar pode entrar em contato com o Iperba, no telefone (71) 3116.5150 ou levar doações à maternidade - Rua Teixeira de Barros, 72, Brotas / Salvador.


Matéria de Laís Vita para o Correio 24 Horas

"Retrovisor"

"Meus Filhos,
Estávamos voltando de uma festinha e pegamos um trânsito danado. Quando olhei pelo retrovisor, estavam todos dormindo, vocês dois em suas cadeirinhas e a mamãe no meio, cochilando. Uma visão tão linda que me fez pensar em tudo o que aconteceu para estarmos ali. Pensei no dia em que, no meio de uma boate, virei para sua mãe e disse: “Eu gosto muito de você”. Naquele momento, eu já poderia dizer: “Vamos morar juntos? Vamos abrir uma empresa? Vamos fazer uma festa inesquecível de casamento e ter dois filhos lindos?”

Naquele dia, estava dizendo – quase tudo – isso para ela. Ainda bem que não disse. A primeira frase foi assustadora o suficiente. De uma verdade assustadora que, na hora, fez o papai tomar um ‘toco’, mas que, depois, aos poucos, materializou isso tudo até a chegada de vocês. Há um ano. Um ano intenso, no qual nosso amor se multiplicou para mais duas pessoas, em que aprendemos milhares de coisas, morando em uma casa nova, soterrada de brinquedos. E as noites? Papai passou a dormir antes das onze e a acordar totalmente zumbi. Já mamãe passou a ter insônia e acordar no meio da noite, voando como um raio para preparar as mamadeiras. Passamos a ter a casa cheia de braços sempre dispostos a nos ajudar.

No último feriado, quase que o papai foi para o escritório abrir uns e-mails, montar umas propostas, atualizar umas planilhas, enfim, dar uma relaxada. Mas, foi tudo maravilhoso. Agradeço por todos os sorrisos, os choros, as fraldas, as manhas, os passinhos, as quedas, os carinhos, as horas acordadas e as não dormidas. Agradeço até por este trânsito que me fez olhar para trás. Tiro a vista do retrovisor e olho pra frente. O sinal está aberto. De dentro dos meus pensamentos, ouço uma vozinha: “Andou, papai”. Sorrio e sigo em frente.
Beijos do pai, o motorista embevecido"

Crônica adaptada de Flávio Salles, extraída do livro Pai Crônico – escrito para seus filhos gêmeos: Marina e Pedro. Com a autorização do autor, reproduzi a crônica acima por considerar a essência do livro. Mas ela não resume tudo o que Flávio escreve e descreve com tanta sensibilidade, senso de humor e leveza.

Comecei a ler e não conseguia parar. Foram três horas gratificantes. Chorei, aprendi e gargalhei a cada crônica. Apaixonei-me pela família. Roberta Salles é uma mulher/parceira/mãe que merece no mínimo, respeito. Alguns parágrafos me fizeram parar, respirar e reler. Um deles encerra este post:

“Pois é filhos, é o que o papai quer que vocês saibam. Eu quero sempre estar por perto. Errando ou acertando, mas fazendo o que acredito ser o melhor para vocês. Não abro mão disso por nada deste mundo. Sua mãe pode se cansar de mim, raptar vocês, leva-los para o Tibete que eu estarei lá, nem que seja quietinho, de pernas cruzadas, barriga pra fora, disfarçado de Buda”
(@paicronico)

Renata e Carmem

"Eu não vim ao Mundo à toa, sabe? Não vim a passeio, não. Ah! E também não vim sozinha. Vim acompanhada da minha irmã gêmea, Carmem. Viver sozinho não é bom, mas nascer junto também não é fácil, não! A gente se dobra e desdobra lá dentro, e desde cedo começa a entender o que é compartilhar e até mesmo "dividir"... Ser gêmea é mesmo especial. Mas o mais difícil, em minha opinião, é que temos que lidar com as comparações, mesmo sendo bivitelinas.

E a ti, amada irmã, quero registrar aqui o meu verdadeiro amor. Que as nossas diferenças possam ser respeitadas por nós e pelos outros; e que nosso amor seja firme, como foi o cordão, a placenta, o meio fértil da Vida que nos trouxe para este Mundo para VIVER, e não apenas “passar por ele”. Te amo. E para encerrar meu relato, conto uma história dita como verídica extraída da Revista Seleções:

"Dois irmãos gêmeos, por volta dos 6 anos, vão a terapia e o Doutor pergunta:
- Quem é o mais bonito?
O primeiro responde:
- ELE!
- Quem é o mais inteligente? - e o primeiro menino continua respondendo:
- ELE!
- Quem é o mais rápido?
- ELE!
- Quem é o mais esperto?
- ELE!
E assim seguiram-se mais alguns minutos. Então, o terapeuta perguntou para o menino que respondia a todas as perguntas:
- Me diga uma coisa: e você? Em que você é "mais" afinal? E ele responde:
- Eu sou o mais generoso..."

Renata vive em Pattaya, na Tailândia e Carmem mora no Brasil.
Ela postou em seu blog: “Uma Esposa Expatriada” uma homenagem à irmã gêmea.

Quinta-feira, Março 24, 2011

Freya: Gêmea Sobrevivente

Liz e Jeff Barrett ficaram desolados quando receberam a notícia de que tinham perdido Mollie, uma das gêmeas que esperavam, dois dias depois de um trabalho de parto prematuro, com 23 semanas de gestação. Ao mesmo tempo, o casal se emocionou ao saber que uma delas decidiu lutar pela sobrevivência, mesmo pesando pouco mais de 300 gramas.

“Quando vi Freya, lembrei de um frango cozido. Ela era tão pequena, a menor das duas meninas. Nem parecia um bebê normal. Sua pele era tão fina que algumas veias eram visíveis” Recorda Liz, que engravidou graças a um tratamento de fertilização "in vitro". Nos oito meses seguintes ao nascimento, a pequena Freya-Grace recebeu nove transfusões de sangue, uma de plasma e ainda foi submetida a uma delicada cirurgia de válvula cardíaca.

Hoje, pesando cerca de 4 kg, a menina teve alta do hospital Deri, no País de Gales, e foi levada para casa, onde continuará recebendo oxigênio para fortalecer os pulmões. “Estamos muito orgulhosos dela. É simplesmente fantástico ter Freya-Grace em casa e vê-la engordar a cada dia” Comemora a mãe emocionada, em entrevista ao tablóide Daily Mail.

(Fonte: Extra)

Lenin era gêmeo?

“Assustei-me quando, ao fazer minhas visitas diárias aos sites russos, encontrei um site com a história de que Lenin teria tido um irmão gêmeo (Serioja) e que foi desde sempre mantido incógnito. Ao que parece, o próprio Lenin havia se distanciado deste irmão há anos. Quando li pela primeira vez esta notícia, não dei crédito: em sites russos, atualmente, a gente acha tanta brincadeira com a figura do líder da Revolução de outubro, que julguei ser esta mais uma. Mas comecei a encontrar, com mais e mais frequência, sites de lá que se referiam a este suposto irmão, com discussões acaloradas por parte dos visitantes, a maioria apontando para detalhes que tornavam as fotos bastante duvidosas. Outras pessoas defendiam a versão da existência de tal gêmeo. Variando de site para site, a história ganha ou perde elementos. Mas no "roteiro" básico, existe unanimidade entre estes sites. Curiosa que sou, resolvi procurar melhor, até encontrar a autoria: as fotos que andam circulando na internet de lá, assim como a mirabolante história deste gêmeo, fazem parte do trabalho de um fotógrafo Rinat Voligamci e é por isso que, em todas as fotos, há uma espécie de carimbo onde se lê "álbum não oficial". A partir do momento em que achei o nome do autor, usando-o nas pesquisas, passei a achar fotos que, até então, ainda não havia visto. Abaixo, vemos os gêmeos Volodia e Serioja, no acordeon. Foto de 1885.
A grande revolução socialista de outubro colocou os irmãos Ulyanov ombro a ombro, no nascedouro do grande país do futuro. A foto abaixo mostra o encontro dos dois irmãos em Petrogrado, 1917.
Com a morte de Lenin e subida de Stalin ao poder, começou uma verdadeira caça aos correlegionários do grande líder. O primeiro alvo de uma lista sangrenta foi Serguey Ilitch. Se parecia com o irmão como duas gotas d'água, poderia facilmente ser levado a dirigir o governo soviético; porém, infelizmente, foi compelido a ir, secretamente, para a Lituânia e, de lá, para a Suiça, via Romênia. ‘Tenho medo de represálias e por isso não posso conduzir a Pátria, continuando o trabalho de meu irmão’, escreveu ele em seu diário”
Milu de Belo Horizonte, Minas Gerais.
(Fonte: Rússia Show)

Mamães na Itália

Mamães na Itália é um site voltado para a mulher brasileira que deseja ir para Itália e tem o sonho de ser mãe. Ele foi criado em 2008 pela Daniela Correa que inicialmente contava suas experiências com a cidadania e seu desejo de ser mãe. Sonho este que se que realizou em 2010.

Com o tempo o blog foi deixando de ser somente pessoal para se tornar mais informativo, trazendo dicas úteis para mulheres e mães que desejam se dirigir para Itália e ali constituir família.

Facebook: Mamães na Itália
Twitter: @mamaes_italia

Quarta-feira, Março 23, 2011

Mariana e Juliana

“Sempre tivemos uma boa relação - apesar de algumas brigas - porque tínhamos que dividir praticamente tudo. Durante a infância fazíamos as mesmas aulas, gostávamos das mesmas coisas, tínhamos os mesmos amigos e usávamos roupas iguais. Mas, apesar dessas semelhanças, tínhamos habilidades diferentes assim como a nossa personalidade: eu desenhava melhor, sempre fui mais calma, enquanto minha irmã tinha maior facilidade em aprender línguas e musica, mas era mais nervosa e extrovertida.

Conforme a gente foi crescendo nossas diferenças foram se acentuando. Ter uma irmã gêmea é como ter uma melhor amiga, alguém que você pode contar e que estará ao seu lado, sempre. Além disso, tem a vantagem na hora de estudar e fazer lições, pois estudávamos na mesma escola: às vezes, fazíamos trabalhos juntas. Acho positivo o fato de compartilharmos tudo, porém, hoje em dia, essa noção de dividir foi muito importante para eu me tornar quem eu sou hoje. Bom, na verdade não sei se tem pontos negativos.

Talvez essa questão dos pais terem que dar as mesmas coisas para as duas, a mesma atenção. Mas, não sei se isso é tão negativo assim. Acredito que tem muito mais pontos positivos na nossa experiência gemelar. Nos damos muito bem, mas temos aparência física, personalidade e comportamento distintos. Até os nossos interesses mudaram. Mas uma coisa acredito que nunca vai mudar: a nossa relação de amizade.

Não sei como será quando não morarmos mais juntas, mas espero que nossa cumplicidade não acabe”

Mariana Rangel é gêmea bivitelina de Juliana Rangel.

Contato: nana_s_rangel@hotmail.com


Campinas / SP

DNA de Nicole e Gustavo

"Os gêmeos Nicole e Gustavo, que nasceram dia 18 deste mês no Hospital São Lucas, em Santos, são mesmo irmãos. A informação foi confirmada por um exame de DNA, divulgada ontem. O exame foi feito nos dois recém-nascidos devido à possibilidade de ter havido uma troca no hospital, já que os pais: Rodrigo Amarelo e Hevelyn Otero Pires acreditavam estar esperando dois meninos.

Durante a gravidez, cinco ultrassonografias foram feitas e todas indicavam que os bebês eram do sexo masculino. Após o parto, a família recebeu as pulseiras identificando as crianças como sendo do sexo masculino, mesma informação presente nas carteirinhas com a impressão dos pés de cada um. Mas, sete horas depois, na primeira troca de fraldas, uma enfermeira notou que uma das crianças era menina.

A direção do hospital acreditava que as crianças eram de fato irmãos e considera que o erro foi da equipe de enfermagem, que adiantou a confecção das pulseiras de identificação. Agora, "Nicolas" virou Nicole. Mãe e filhos já estão em casa e passam bem"

Para assistir ao video da reportagem, clique no Portal G1

Terça-feira, Março 22, 2011

Marlene Neder

(Foto: Marlene Neder, com um dos netos, Bruno de 4 anos.
Fotógrafo: Carlos Cecconello/Folhapress)

"Feliz avó de gêmeos teens e de um menino de quatro anos, Marlene Neder é diretora pedagógica de uma escola em São Paulo. Ela passa sua tática para ajudar sem atrapalhar. "Minha experiência como avó começou com um susto. Minha filha teve gêmeos, vieram antes do tempo, no oitavo mês. Matheus e Thiago precisaram de muitos cuidados.

Desde a primeira madrugada, estava a postos para ajudar. Meus netos ficaram na UTI Neonatal por quinze dias. Minha filha ficava no hospital das 6h às 23h, eu tentava acompanhar. Quando puderam ir para casa, eu ia todos os dias lá, nos horários em que não estava trabalhando. Essa ligação permanece até hoje. Os gêmeos estão com 12 anos. Sempre almoçam comigo.

Várias vezes, fui encarregada de buscá-los no colégio, levar ao inglês, clube, até em viagem de férias. A experiência de avó se renovou em 2007, quando nasceu o Bruno, filho do meu filho. Ele não pôde estudar na minha escola porque mora longe. Ia adorar tê-lo lá. Briguei muito por isso, mas entendo. O tempo no trânsito não seria bom para uma criança pequena.

Avós e avôs podem mimar seus netos desde que respeitem os limites que os pais impõem. As regras devem ser bem combinadas entre os adultos, para evitar atritos em família. Foi dessa forma que não tive desentendimentos com meu genro, minha nora e meus filhos. Respeito e carinho são a minha receita. Penso que mimar o neto, não significa deixá-lo fazer tudo, mas sim amá-lo incondicionalmente." Marlene

Gilberto e Geraldo

"Jemima, quando te contei sobre meu pai e tio, não imaginava que seria uma oportunidade de rever fotos e histórias da minha família. Eles são o único caso gemelar na família, até o momento. Celeste do Nascimento Coelho, minha avó, estava com 24 anos e já tinha um filho de 1/5 de idade, quando num domingo de carnaval (19/02/1950) ela entrou em trabalho de parto e mandaram chamar a parteira, Dona Benedita. Às 07:30 horas nasceu meu tio (Geraldo). Enquanto a parteira cuidava dele, vovó continuava a sentir contrações. Minha bisavó ficou preocupada e pediu então que Dona Benedita verificasse o motivo das contrações. Todas ficaram surpresas, pois tinha mais um bebê!! Às 09:00 horas nasceu meu pai (Gilberto).

Recentemente, pouco antes de vovó falecer, ela comentou que quando estava gestante, não imaginava o sexo do bebê e que os nomes foram escolhidos logo após o nascimento, pela parteira!! Pode? A lembrança que meu pai tem da infância é deles brigando, disputando tudo. Meu pai fazia de tudo para irritar meu tio: roubava chupeta, mamadeira, comida etc. Eles brigaram durante a infância e a adolescência, até que um dia meu pai pensou que esse irmão era parte dele, e que daquele dia em diante ele não ia mais brigar. E assim foi a partir desse dia eles passaram a ser amigos...

O que eu tenho para contar como filha e sobrinha: Gêmeos bivitelinos, eles era bem diferentes, tanto na aparência quanto na personalidade. Meu tio era baixinho, gordinho e emocional. Meu pai era alto, magro e mais racional. Não lembro de ver meu pai e meu tio brigarem, realmente a decisão do meu pai foi séria, pois sempre vi eles se tratarem bem. Uma coisa muito engraçada, é que ambos dormiam do mesmo jeito: encolhidos balançavam bastante na cama. Meu tio não se casou, morou sempre com a minha avó. Morávamos todos no mesmo condomínio, e pra mim e para os meus irmãos, o tio Geraldo sempre foi um segundo pai (não que meu pai tivesse sido ausente), mas ele completava meu pai. Lembro-me de pedir brinquedos e roupas para os DOIS nos natais. Quando tinha festinha na escola, ia meu pai, minha mãe, e meu tio.
Ele participou da nossa criação.

Infelizmente, quando eu tinha 14 anos, o tio Geraldo faleceu aos 39 anos de AIDS. Ele era homossexual e nunca ouvi uma palavra de ofensa ou discriminação por parte do meu pai em relação à opção sexual do tio Geraldo. Toda a minha família sofreu preconceito na época, pois havia muita desinformação a respeito dessa doença. Meu pai foi quem o levou para o hospital no dia que ele morreu. E foi o último a falar com ele. Meu pai, Gilberto Coelho está com 61 anos e nasceu na capital paulista”

Kátia Duarte Coelho Gonçalves é dona da KelBaby cujo logotipo é um coelho. Por que será? Ela é orgulhosamente filha de Gilberto Coelho e sobrinha de Geraldo Coelho.
São Paulo / SP

Nascem quadrigêmeos na África

"Uma cidadã de 30 anos deu à luz a quadrigêmeos, na aldeia de Canhinha, município da Caála (Huambo), tendo sido assistida por uma parteira tradicional. De acordo com os familiares, os bebês, primeiros quadrigêmeos nascidos no município, estão saudáveis e já foram observados por pediatras do hospital municipal.

Para dar maior conforto aos recém nascidos, os familiares solicitaram ajuda, em vestuário, leite e outros bens, a sociedade civil e as autoridades administrativas locais. A responsável pela secção municipal da Família e Promoção da Mulher, Emília Catarino, prometeu à Angop que a instituição que dirige vai apoiar os bebês e a mãe no que for necessário. Assegurou a oferta de leite, farinha de milho, óleo vegetal, arroz, enxoval, sabão e sabonete"

Segunda-feira, Março 21, 2011

Joel e Brian

Estreia hoje a série Peter Punk, às 20:30 horas, no canal Disney XD, com muita música e personagens divertidos. A trama acompanha as aventuras de Peter, vocalista e baixista da banda de garagem Rock Bones, que tem Seba, na bateria, e Mateo, na guitarra. Dois outros amigos fazem parte do grupo: Iván assume o papel de empresário e não vê a hora de dispararem na mídia para ter sorte com as garotas; e Lola é a técnica que cuida do som e está apaixonada por Peter. Em casa, o protagonista convive com uma família literalmente punk; até o sobrenome é Punk. Vic, o pai, usa cabelo moicano, o avô e os irmãos preferem os fios arrepiados. Eles são donos da Central Punk, que vende roupas, acessórios, músicas e serviços no estilo da galera. O problema é que na mesma rua está instalada a Central Pop, loja toda volta ao estilo pop, comandada pela família dos gêmeos Andy e Michael. Eles foram a dupla Twin Pop, rival da Rock Bones no palco.
É aí que começa a história...



Joel Cazeneuve
e Brian são os gêmeos que representam Andy e Michael respectivamente. Esses irmãos argentinos têm no currículo experiência no teatro infantil e até um disco de baladas.

Giovana e Rafaela

“Jemima, fiquei muito feliz em ter encontrado esse espaço dedicado a essas criaturas tão maravilhosas! Eu sou uma mãe muito sortuda, de duas gêmeas lindas: Rafaela e Giovana, que estão com 1 ano e 1 mês. Eu e meu marido não temos casos próximos na família, ainda mais univitelinos. Quando decidimos ficar grávidos, já acertamos na mosca logo no primeiro mês. Com um dia de atraso, fiz o teste e deu positivíssimo. Ficamos muito felizes e até brincamos: "Já pensou se vierem gêmeos? E duas menininhas então? Ahhh, mas isso é muito improvável..."

Meu marido era louco para ter menina, já que ele tem um filho de 14 anos. Então veio a surpresa do primeiro ultrassom. O médico falou: "Bom, agora vamos ao segundo." Eu, muito na inocência: "Segundo o quê?" E o médico: "Segundo embrião, oras!" Fiquei em estado de choque, minhas pernas tremiam”. Meu marido não se conteve de tanta alegria. O médico, muito sacana, ainda virou e disse: "Peraí, me deixa ver se não tem um terceiro." Mas, depois desses momentos de pânico, eram só dois mesmo! Nesse instante, já não conseguia mais pensar em gravidez de um bebê só, tudo era em dobro.

Com 19 semanas de gestação, comecei a sentir muito cansaço e minha barriga começou a crescer absurdamente. Resolvi procurar o médico Dr. Valdecir Bueno, que foi um anjo que apareceu em nossas vidas. De imediato ele identificou a Síndrome de Transfusão Feto-fetal. Ficamos muito preocupados, consultamos uma especialista no assunto em São Paulo e ela nos disse que já havia visto esse problema regredir em alguns casos. E foi o que ocorreu conosco. Mas, ao mesmo tempo, passei a ter sintomas de pré-eclâmpsia.

Então, com apenas 29 semanas, por uma sábia decisão do meu médico, tivemos que interromper a gestação, e minhas filhas nasceram com somente 890 gramas cada uma. Foram os meses mais difíceis das nossas vidas, tendo que voltar pra casa sem os nossos bebês. Elas ficaram 73 dias na UTI neonatal, lutando pela vida.

Tivemos muitos momentos de alegria e de angústia, mas o fato é que a fé em Deus e na sua bondade tornou possível a vinda dessas crianças tão perfeitas! Tão pequeninas, mas ao mesmo tempo tão guerreiras. Hoje estão lindas, saudáveis e sapecas. Tenho a sorte de ter um marido maravilhoso, que sempre esteve do meu lado, me apoiando nos momentos mais difíceis e dividindo todas as alegrias. É um verdadeiro paizão, que ama, que educa, que cuida! Dedico este post aos pais que talvez estejam passando por situações semelhantes, enfrentando o problema da prematuridade dos seus bebês. Rafaela e Giovana são o exemplo de que tudo pode dar certo, se lutarmos e tivermos esperança sempre! Um abraço a todos!”

Caroline Sulz e Nilo são pais das gêmeas Rafaela e Giovana
Contato: carolinesulz@gmail.com
Brasília / DF

As Gêmeas do Sertão: Parte I

Uma família da cidade de Santa Quitéria (a cerca de 200 km de Fortaleza) luta para cuidar das filhas gêmeas, que nasceram grudadas pelo abdômen. A gravidez foi tranquila e os pais só souberam que eram siamesas na hora do nascimento.

A Justiça determinou que o governo do Estado do Ceará pagasse as despesas da viagem até São Paulo, conforme nota reproduzida aqui. Segundo os pais, os médicos disseram que elas não dividem órgãos. Maria Clara e Maria Clarice já foram operadas no Hospital das Clínicas, onde permanecem internadas.

Ontem, o Domingo Espetacular exibiu a primeira parte da matéria apresentada pelo repórter Gerson de Souza e produzida por Letícia Fagundes.

Clique no Portal R7 para assistir essa reportagem emocionante.

Cândido Godói: Pesquisa

"Pesquisa revelará mistério do nascimento de gêmeos em Cândido Godói, Rio Grande do Sul. Estudo da Universidade Federal do Rio Grande do Sul indica que gene é responsável pela peculiaridade no noroeste do Estado. Conhecida como a cidade dos gêmeos, Cândido Godói, está prestes a descobrir a chave do mistério que, há décadas, intriga a comunidade e o mundo. Neste semana, aglomerados no Salão Paroquial do município, os moradores finalmente saberão qual é a explicação para terem tantos filhos duplicados: invisível a olho nu, o segredo está no DNA. Mais precisamente, em um único gene.

Enquanto o dia da revelação não chega, a pesquisadora Lavínia Schüler-Faccini, do Departamento de Genética da UFRGS, faz suspense. É dela e das colegas Úrsula Matte e Alice Ribeiro a responsabilidade pelo estudo, que há três anos tenta desvendar o enigma. Por ter assinado um termo de compromisso prometendo divulgar os resultados completos em primeira mão para a comunidade, Lavínia é cautelosa. Por telefone, disse que não poderia dar detalhes, mas concordou em adiantar as linhas gerais da conclusão.

“O que posso dizer é que descobrimos a existência de um gene que, ao contrário do que acreditávamos, não aumenta a ovulação dessas mulheres, mas a chance de sobrevivência dos óvulos fecundados no útero”
resume.

Em 2010 houve uma celebração entre os gêmeos de Cândido Godói que foi mencionado aqui.

Artigo de Juliana Bublitz para o Zero Hora

Sexta-feira, Março 18, 2011

Dia dos Múltiplos!

“Desde 2007, São Paulo tem uma data especial para comemorar a chegada de gêmeos, trigêmeos, quadrigêmeos.
O que antes era só uma tendência genética, com os novos métodos de fertilização in vitro, acabou se transformando numa ocorrência mais comum. Na minha própria família, um sobrinho tem trigêmeos e todos nós sabemos que se a felicidade é multiplicada, o trabalho, a preocupação, os gastos … também são.

A data, mais que um dia festivo, permite que os pais de múltiplos possam se organizar, trocar experiências criar uma rede de apoio mútuo. Em geral, o berço e as primeiras roupinhas do primeiro filho (que, diga-se, os bebês perdem logo) são aproveitados pelos que vêm depois.

Quando eles chegam em grupo, porém, tudo é mais complicado. Imagine trocar fraldas, amamentar, dar banho em dois, três. Múltiplos não choram, fazem coro. Se a chegada de uma criança sempre altera a rotina do casal, multiplique isso por dois, três, quatro …

Quando chega a idade escolar, livros, cadernos, uniformes a família precisa enxugar ainda mais o orçamento e os pais precisam aprender a negociar acordos especiais com as escolas particulares. Quando isso é feito em conjunto com outros, tudo pode ficar mais fácil. Daí a importância da data” Vereador Adilson Amadeu

Marina e Pedro

“Já se vão cinco anos, mas ainda lembro bem quando, na clínica da ultrassonografia, a médica, sem tirar os olhos do monitor, disse com a voz mais calma do mundo: “Ih, tem outro ali atrás”. Demoramos alguns segundos com a respiração suspensa, realizando que aquele outro borrão azul que víamos na tela significava um nova vida sendo concebida. Foi uma emoção muito forte, talvez maior do que quando soubemos da gravidez.

Depois de 38 semanas, Marina e Pedro chegaram ao mundo. Logo após o parto, tivemos um grande susto: minha mulher, Roberta, teve que ser internada na unidade semi-intensiva, em função de uma cardiomiopatia periparto. Foi um sufoco, dias de muita apreensão, mas felizmente ela se recuperou muito rápido. Os primeiros meses foram intensos, como todos os pais de gêmeos sabem. Mamadeira, fraldas e cueiros espalhados pela casa. Mas o mais difícil eram as noites: quando um começava a chorar, tínhamos que sair correndo para que não acordasse o outro. Foi bastante cansativo. Hoje em dia, acho que ter tido gêmeos foi maravilhoso.

A parte difícil, são as comparações. E eles próprios se comparam muito. Mas, por outro lado, eles são muito companheiros: brincam, conversam, se implicam, brigam, isso é muito bom. Outro aspecto positivo é que desde que estavam na barriga da mãe, eles já começaram a aprender a dividir tudo. Vejo que nas outras famílias, quando nasce um irmão mais novo, isso geralmente é um problemão para resolver. Na nossa, isso é uma coisa natural (mas nem por isso sempre facilmente acatada)

Eu e Roberta sempre dizemos que, se pudéssemos voltar atrás e escolher, teríamos gêmeos novamente. Um casal: Pedro e Marina. Igualzinhos. Acredito que a experiência de criar um filho, no nosso caso dois ao mesmo tempo, é o prazer e alegria de ser surpreendido todos os dias. É como se nós tivéssemos reaprendendo a ver o mundo”

Flavio Salles é autor do livro Pai Crônico

E-mail: contato@paicronico.com.br
Rio de Janeiro / RJ

Kel Baby

A Kel Baby foi criada em 2008 com o propósito de oferecer roupas confortáveis e acessíveis aos bebês de todas as classes sociais. As peças são lançadas a cada vinte dias, acompanhando o clima, datas comemorativas e ou algum modelo que as mães solicitam previamente. A Kel Baby está sempre buscando e criando novidades para atender aos anseios de seus clientes sem a pretensão de lançar uma tendência. Seu objetivo principal é fazer peças modernas, de qualidade e de bom gosto.

Blog: http://www.lojinhadakel.blogspot.com

E-mail: contato@lojinhadakel.com.br
Contato: (11) 2951-9194
Twitter: @kel_baby