Translator Widget by Dicas Blogger
O Vizinhos de Útero está em busca de patrocínio. Caso queira associar sua marca a este projeto social, entre em contato por e-mail: vizinhosdeutero@gmail.com Att, Jemima Pompeu

Terça-feira, Maio 31, 2011

Desaparecido há 38 anos!

(Sr José Nonato, Maria da Piedade Pereira e o filho Emerson)

"Aos 76 anos, Maria da Piedade Pereira e José Nonato de Aniceto alimentam um medo nada secreto: o de morrerem sem conhecer o filho. Em 22 de novembro de 1972, a dona de casa deu à luz gêmeos idênticos, no Hospital São Vicente de Paula, em Taguatinga, Distrito Federal. Mas teve de deixar o local com apenas uma criança nos braços, à qual deu o nome de Emerson. O outro menino, Élsio, desapareceu, sem nenhuma explicação, de dentro do hospital.

Os pais nem sequer chegaram a tocar no filho. Não restou foto de recordação. Nasceram prematuramente e Élsio precisou ficar na incubadora para ganhar peso. Depois de 26 dias de espera pela recuperação do menino, o pai foi buscá-lo. Ao chegar ao hospital, porém, recebeu a notícia de que o filho simplesmente não estava mais ali.

O pai pediu satisfação a médicos, enfermeiros e a quem mais encontrou pelo caminho. Um dos profissionais informou a José que o filho dele, provavelmente, estaria morto. Mas não apresentou atestado de óbito ou qualquer documento que justificasse a suspeita. José insistiu em falar com o diretor da unidade de saúde. O homem que o recebeu deu apenas um conselho: “Esqueça essa história. Melhor não mexer com isso".

A época era de repressão, ditadura. José e Maria temiam reclamar. “Saí do hospital atordoado. Nem sei como cheguei em casa”, lembrou o pai. Eles iniciaram uma busca solitária pelo menino. Hoje, 38 anos depois, Maria e o carpinteiro José ainda têm esperança de encontrar o rapaz. Quando anda pela rua, a mãe sempre mantém o olhar atento.

Depois de ir a muitas delegacias e pedir ajuda a todo tipo de gente, a família Aniceto decidiu lançar uma campanha na internet, em busca de qualquer informação sobre Élsio. A família mantém a certeza de que o rapaz está vivo. “A gente sente que ele não morreu, que foi roubado, ganhou uma nova família, outro nome e vive sem saber de onde veio. Só queria conhecê-lo”, afirmou Maria.

“Emerson só ficou sabendo aos 7 anos que tinha um irmão gêmeo, quando a gente foi matriculá-lo na escola. A professora viu no registro que eram gêmeos e perguntou se o outro não ia estudar. Tive de explicar todo o problema”, lembrou Maria. Quando ela chegou à maternidade, não sabia que esperava dois bebês. Não fez o pré-natal nem recebeu qualquer acompanhamento médico durante a gestação.

Antes de ter Élsio e Emerson, Maria já tinha dado à luz dois outros gêmeos. “Eles também precisaram ficar na maternidade até ganhar peso. Por isso, estranhei quando só o Élsio teve de ficar no hospital. Eu nunca ia imaginar uma coisa dessas, que meu filho ia sumir como se fosse poeira no ar”, conta"

Artigo de Leilane Menezes para o Correio Braziliense.

Matéria indicada pela leitora Ana Claudia Vargas.

*Quem tiver informações favor ligar para José ou Maria.
Fone: (61) 3371-3213


Obs: Se você tem blog ou site, post o texto acima com os devidos créditos. Ou divulgue nas redes sociais para ajudar esta família a encontrar o gêmeo desaparecido. Obrigada!

Alice e Ana Luiza

(Alice e Ana Luiza com 3 anos)

(Luciene, seu irmão gêmeo Leonardo e as gêmeas)

(Luciene Oliveira Del'Rio e seu irmão gêmeo Leonardo)

“Gostaria de dividir minha experiência de ser gêmea e de ter filhas gêmeas. Em tempo, quero parabenizar o portal e dizer que adorei!!!

Meu nome é Luciene Oliveira Del'Rio, todos me chamam de Lu. Eu e meu irmão temos 34 anos e somos bivitelinos (até porque não existe casal gêmeo univitelino). Nascemos aos nove meses de gestação. Ele com três quilos e eu nasci cinco minutos depois com dois quilos e meio.

Os primeiros de quatro filhos. Temos mais duas irmãs. Há outros casos de gêmeos em nossa família. É praticamente um caso a cada geração. Meus avós maternos tinham irmãos gêmeos, depois tiveram filhos gêmeos e com a nossa chegada, netos gêmeos. Se estivessem vivos teriam bisnetas gêmeas.

Com a minha mãe, a história se repete. Seguindo os "passos" da minha avó, ela também teve irmão, filhos e netas gêmeas. A única diferença é que até então nenhum dos gêmeos tiveram gêmeos. Apenas eu!!! E fico muito feliz que isso tenha acontecido comigo. Quem sabe não serei vovó de gêmeos?

Com exceção das minhas filhas, que são univitelinas, todos os outros são casais bivitelinos. Na família do meu marido tem dois casos de gêmeos univitelinos.

(Foto ao lado com o pai Geraldo) Alice e Ana Luiza nasceram aos sete meses e meio de gestação. Alice nasceu com 1,840 kg e um minuto depois a Ana Luiza nasceu com 1,610 kg. Ambas com 45 cm. Hoje elas estão com 3 anos” Luciene

Contato:
ludelrio2602@yahoo.com.br

Sabará/MG

Antes e depois da gravidez

“Os gêmeos frequentemente nascem prematuros e/ou com baixo peso, necessitando de atenção mais especial do que os bebês singulares. Por mais desejada que seja a gravidez, ela proporciona alegrias, angústias e temores, principalmente aos futuros pais. Gestações gemelares são consideradas ''de alto risco''. Demandam maiores cuidados durante o período pré-natal e também no parto. É preciso que os pais sejam preparados psicologicamente para receber dois ou mais bebês.

A maternagem implica não apenas alimentação e higiene, mas também aconchego, conforto e compreensão das inúmeras necessidades que o bebê enfrenta. A mãe de gêmeos fica dividida quando ambos a solicitam ao mesmo tempo, precisando repartir a atenção/cuidados entre eles, escolher quem será atendido primeiro e como vai lidar com o bebê que ficou em segundo plano. A mãe que amamenta beneficia o bebê em termos físicos e psíquicos, enfrenta menos trabalho com o preparo do alimento e, neste momento, pode cuidar sozinha do filho. Afinal, só ela ''possui'' o peito.

Com gêmeos é mais complicado, se requisitam o peito ao mesmo tempo. Se o pai estiver disponível, tudo fica mais fácil, entretanto nem sempre isso é possível. Os gêmeos competem entre si pela atenção dos pais, que ficam atordoados e sem saber como agir. Tudo isso pode levar a problemas emocionais que acabam por prejudicar, não apenas os gêmeos, mas a família toda.

Assim, desde que a gestação de gemelar é constatada os pais devem buscar, além dos aspectos médicos e materiais, também o preparo psicológico pré-natal a fim de minimizar o stress parental e aperfeiçoar o desenvolvimento dos filhos”

Artigo da psicóloga Maria Elizabeth Barreto de Pinho Tavares que escreveu o livro “Conversando sobre Gêmeos”.

(Foto ilustrativa / Fonte: Bonde)

Segunda-feira, Maio 30, 2011

Jusinete Oliveira Rocha

Olá Jemima, navegando na internet, encontrei seu blog. Achei super interessante, especialmente porque também sou gêmea.

Nasci numa sexta-feira dia 12 de julho de 1985 as 11:00 horas na cidade de Itu. Minha mãe, Mariana Oliveira Rocha, conta que foi uma gravidez muito difícil. Ela sentia muitas dores e disse que foi muito diferente de sua primeira gravidez. Ela desconfiou da possibilidade de gêmeos visto que ela mesma é gêmea de minha tia Ana e em minha avó Maria Rosa, engravidou de gêmeos DUAS vezes.

Mas o médico descartou essa possibilidade e que seria como na outra gravidez, um bebê muito grande. Minha irmã mais velha nasceu com 54 centímetros. Assim ela não quis discutir, mas como sentia muitas dores e inchaços, o médico resolveu antecipar o parto e fazer uma cesárea de emergência. Grande foi a surpresa ao descobrir duas meninas. Mas, infelizmente, minha irmã já estava sem vida e eu quase sem esperanças de sobreviver. Informaram à minha mãe que eram dois bebês: Um natimorto e o outro tinha poucas chances de vida devido ao estado de saúde, mas estava sendo tratado na UTI neonatal.

Ela imaginou que voltaria para casa sem nenhum bebê. Mas, felizmente, contrariando todas as expectativas, eu sobrevivi. Tenho hoje 25 anos e gostaria muito de ter conhecido minha irmã gêmea. Éramos bivitelinas, por isso acredito que não seríamos muito parecidas. Minha tia, que chegou a ver o bebê, disse que se parecia com minha irmã mais velha. Já visitei o cemitério onde ela foi enterrada e sempre imagino como seria a vida com mais uma irmã. Eu e minha irmã mais velha nos damos muito bem, mas não somos muito próximas – pois ela mora em Brasília, no Distrito Federal. Eu e minha mãe continuamos em Itu, interior de São Paulo. Gostaria de um dia, caso eu tenha filhos, que fossem gêmeos porque sei que essa é uma possibilidade bem real, devido ao meu histórico familiar. Parabéns pelo blog! @jusie_85

Itu / SP

“Útero de Delfos”

Para quem acompanha o blog, viu essa notícia postada dia 25/05/11 aqui. Mas se você não viu, Jucéia tem "útero de delfos" e concebeu gêmeos na semana passada, em Minas Gerais. Cada bebê foi gerado em um útero. Assista a matéria completa veiculada ontem no Fantástico.

“Útero de Delfos”
acontece quando a cavidade uterina é parcialmente dividida em duas partes por uma membrana fibrosa. No entanto, pode acontecer que uma das duas cavidades tenha uma capacidade semelhante à de um útero normal, por isso, pode ocorrer uma gravidez nesta cavidade.

Associa-se quase sempre a uma baixa resistência do colo uterino ou cervix (insuficiência cervical), que pode resultar na perda do bebê ou num parto muito prematuro. Para prevenir esse risco é suficiente realizar a cerclagem. Um procedimento cirúrgico mínimo durante o qual é colocada sobre o colo do útero uma fita especial que reforça sua capacidade. É removida antes do parto e permite que a mulher tenha uma vida normal. Caso contrário, para evitar a dilatação cervical prematura sem cerclagem, é necessário repouso absoluto desde o segundo trimestre, ou seja, desde quando o peso da criança começa a exercer alguma pressão sobre o colo do útero”

Dr. Cláudio Ivan Brambilla

Cameron e Tyler

Cameron e Tyler Winklevoss são gêmeos idênticos e fundadores do Facebook. Eles nasceram em 21 de agosto de 1981. Os irmãos tentam levar para a Suprema Corte americana o pedido de anulação do acordo firmado extrajudicialmente em maio de 2008, quando receberam US$ 65 milhões da rede social. Ambos acusam Mark Zuckerberg de roubar a idéia que deu origem à rede social quando todos eram alunos na Universidade de Harvard.

Sexta-feira, Maio 27, 2011

Oprah Winfrey é gêmea sobrevivente!

Quem afirma é a escritora e pesquisadora Althea Hayton, autora do livro “Womb Twin Survivors”

(Apresentadora Oprah Winfrey - EUA)

“Estava procurando alguma evidência médica de que a apresentadora Oprah Winfrey fosse gêmea sobrevivente quando descobri algo interessante: Ela tem um dedo extra em seu pé esquerdo. Esse dedo extra ou (membros de órgãos suplementares) representa um gêmeo parasita. Um gêmeo sobrevivente para a vida reencenando a vida e a morte de seu gêmeo. E nada, nem mesmo a própria vida, é mais importante do que isso. Daí , eu me pergunto: O que a Oprah diria se soubesse disso? Quem é que vai dizer a ela? Que diferença isso faria? (Althea Hayton, foto ao lado)

Brian, um gêmeo sobrevivente norte-americano diz:
‘A diferença é noite e dia. Mais importante do que ser curado porém, é que esta experiência aconteceu por uma razão. Creio que Deus permitiu que eu passasse por isso para moldar meu caráter. Às vezes, a vida pode trazer experiências amargas, mas muitas vezes as experiências mais difíceis são as que trazem as mais doces recompensas. Eu acredito que nós, que perdemos nossos gêmeos no ventre (ou logo após o parto) fomos destinados para algo especial. Algo que a nossa sensibilidade e experiência nos preparou para’.




Sabe-se que 1% dos nascimentos no mundo são gemelares. Uma pesquisa mostrou que existem mais de 600 milhões de gêmeos sobreviventes no mundo.
O que representa quase 10% da população mundial. Sei que os gêmeos sobreviventes tem uma enorme necessidade de entender seus sentimentos e conflitos. Este livro eu escrevi na intenção de ajudá-los” Althea

Sergio e Javier Torres

(Os chefs gêmeos Sergio e Javier Torres - Restaurante Eñe)

Cozinha pra dois! Depois de observarem a avó materna preparar diariamente pratos maravilhosos, utilizando pouquíssimos recursos, os gêmeos Sergio e Javier Torres, ainda crianças, decidiram o que queriam fazer da vida. Aos 8 anos de idade, chamaram os pais para uma conversa e avisaram: “Queremos ser cozinheiros”. Sem dar muito crédito à história, os pais logo colocaram os meninos para dormir. Na época, a família nem podia imaginar que eles se tornariam dois dos chefs espanhois mais respeitados no mundo, responsáveis pela cozinha do Eñe – em São Paulo e no Rio de Janeiro – e do Dos Cielos, em Barcelona.

Casa e ComidaVocê divide a cozinha do Eñe com seu irmão. Como é a rotina? O fato de vocês serem gêmeos influencia no preparo e na criação dos pratos?
ST – Para quem não sabe, ser gêmeo é uma dádiva, algo único. Javier trabalhou em boa parte dos melhores restaurantes do mundo e eu, em outra parte. Depois, nos juntamos para continuar nos desenvolvendo. Isso é algo que nenhum indivíduo, sozinho, poderia fazer. Javier e eu nos entendemos muito bem, sobretudo na cozinha.

Casa e Comida Os dois são gêmeos e se interessaram pelo mesmo assunto: a gastronomia. Como começou essa história?
ST – Viemos de uma família humilde e somos os caçulas de quatro irmãos. Nossa avó materna era cozinheira, mas nunca trabalhou em restaurantes. Para ganhar a vida, cozinhava para casas burguesas, na Andaluzia e na Catalunha. Então, como meus pais trabalhavam, ficávamos com ela, em casa. A cada dia, o momento em que sentávamos à mesa para o almoço ou para o jantar era uma festa incrível. A hora de comer era mágica. A comida era feita com ingredientes muito simples, mas tudo era muito bem preparado, com muito carinho e amor. Nossa avó sabia fazer maravilhas com uma simples batata porque tinha muita habilidade.

Vale a pena ler a entrevista completa em Casa e Jardim.

'Socorro, eu não sei AMAMENTAR!'

Socorro, eu não sei Amamentar!:

Amamentar não é instintivo? Definitivamente, NÃO! Mamães aprendem amamentar, amamentando... E bebês aprendem a mamar, mamando. Entretanto, esse relacionamento nem sempre tem início tranqüilo, o que leva muitas famílias ao desespero. Ter dificuldade para amamentar torna tudo muito urgente, pois os sintomas da mãe ou do bebê desestabilizam a harmonia familiar, deixando todos muito tensos e dispostos a encontrar qualquer solução mais fácil e rápida. Nem que seja oferecer a tão temida fórmula infantil na tentativa de conseguir tranquilidade, aliviar dores, dormir e ter uma falsa sensação de que está tudo bem. Pelo menos pelas próximas duas horas. Um crime!

Um livro-guia escrito por uma enfermeira, consultora em aleitamento materno, mãe de duas crianças, que compartilha suas experiências pessoais e profissionais para ajudar outras mães. O livro traz orientações e informações diversas, fundamentadas na ciência e nas experiências profissionais de quem já atendeu mais de 350 mulheres.

Grasielly Mariano é também membro pesquisador do Núcleo de Ensino e Pesquisa em Aleitamento Materno da Escola de Enfermagem da USP. Já escreveu muitos artigos científicos na área, os quais foram publicados e apresentados no Brasil e no exterior. Ainda, realiza pesquisas no Canadá e Portugal sobre a temática da amamentação e relactação.

Editora Lexia e Autora: Grasielly Mariano
Lançamento: Junho de 2011 em São Paulo/SP
Informações: livro@lactare.com / Fone: (11) 7761-3254
Twitter: @NaoSeiAmamentar

Quinta-feira, Maio 26, 2011

Site: Chris Flores

Matéria de Lia Lehr, veiculada em "Sua história" no site da jornalista Chris Flores

Ithamara e Ithatiene

“Segundo minha mãe (Fátima Maria Donizete Martins) sua gestação foi complexa, pois ela casou com meu pai porque meu avô pressionou. Nascemos dia 21 de junho de 1979 às 3 horas da madrugada em Nova Resende, uma cidade ao sul de Minas Gerais. Minha mãe estava com oito meses de gravidez e nós estávamos em placentas distintas. Eu nasci com 900 gramas e minha irmã com quase 3 quilos. Após sete dias, minha irmã faleceu e eu fiquei internada quase dois meses por complicações.

Meu pai só foi me conhecer quase um ano depois. E segundo minha mãe, eu mal olhei para o rosto dele. Fiquei dois anos indo ao médico por diversos problemas.

Ganhei de uma amiga o livro: “Gêmeas” da autora Mônica de Castro e me identifiquei muito. O mais interessante é que tenho uma irmã mais nova, mas não nos suportamos. Ela tem um filho de 3 anos, RYAN (foto acima) que sinto que é minha irmã gêmea encarnada, devido tamanha semelhança. Temos afinidades e uma ligação tão forte que até a mãe dele reconhece que somos muito próximos.

Acho tudo isso muito interessante e do fundo do meu coração, sinto que minha irmã gêmea está sempre por perto. Sinto muito a ausência dela. Só sei de uma coisa, ela veio para me dar a vida, pois luto desde que nasci e me sinto uma vencedora” @ithasales

Ithamara Martins Sales é bióloga/microbiologista e gêmea sobrevivente de Ithatiene.
Contato: itha_biologa@hotmail.com
São Paulo / SP

Mãe de trigêmeos precisa de ajuda

Gerline Almeida da Silva de 21 anos deu à luz trigêmeos, no município de Parnaíba (cerca de 300 km de Teresina no estado do Piauí) A mãe e os três meninos estão bem.

Gerline mora no bairro João XXIII e teve os bebês na Maternidade Marques Bastos. Eles nasceram com 2.250g, 2.500g e 2.050g e estão na UTI Neonatal por precaução e para evitar o assédio de curiosos.

A diretoria da maternidade, juntamente com médicos e enfermeiros, está arrecadando doações de enxoval e alimentos para ajudar a família. Gerline é casada com um comerciante e é dona de casa. A jovem já é mãe de outras duas meninas, também gêmeas e necessita de ajuda para sustentar os cinco filhos.

Quem quiser e puder ajudar pode entrar em contato com a maternidade através do telefone: (86) 3315.7000

Por Jordana Cury / ProParnaíba

Wagner Moura em 'Dois Irmãos'

"Wagner Moura aceitou a missão de interpretar gêmeos na minissérie ‘Dois Irmãos’, de Luiz Fernando Carvalho, prevista para o ano que vem, na Rede Globo.

Na trama, ele será Yaqub e Omar, gêmeos com personalidades bem diferentes. “Viajo para Manaus no fim do mês para começar o desenho de produção. Talvez consiga fazer para este ano, mas tenho dois outros projetos: um seriado e uma macrossérie. Um em parceria com Paulo Lins, de ‘Cidade de Deus’, e outro com Luis Alberto de Abreu, que fez comigo ‘Hoje É dia de Maria’”, disse Luiz Fernando à coluna"

Por Regina Rito para o Dia Online

RIC e Passaporte

Até o fim de 2011, dois milhões de pessoas terão o novo registro de identidade civil (RIC). O novo documento de identidade reune todos os dados do cidadão em um cartão com chip produzido pela Casa da Moeda do Brasil. A expectativa do Ministério da Justiça é que todos os documentos de identidade sejam substituídos até 2020.

O novo modelo do passaporte comum do brasileiro, emitido pela Polícia Federal, possui capa de cor azul, de acordo com o padrão estabelecido pelo Mercosul, e conta com vários itens novos de segurança para dificultar falsificações. As mudanças seguem as normas internacionais de segurança estabelecidas pela organização de Aviação Civil Internacional.


Ambos os documentos não informam sobre a gemelaridade. Acredito que essa informação adicional evitaria eventuais aborrecimentos legais, principalmente aos gêmeos idênticos. Será que precisamos de uma lei federal?


Seguem dois comentários que servem de exemplo:

“Concordo com você Jemima. Eu tive problemas por alguns anos para votar. Tive que ir com minha irmã gêmea na zona eleitoral com todos os nossos documentos para mostrar que éramos duas! Eles cancelaram meu título como se fosse fraude! Vê se pode?? Paguei multa por ficar sem votar por 3 eleições. E o erro não foi meu...”
Daniela Santos, gêmea - @anngeldani

"Já trabalhei em uma empresa em que os gêmeos dificilmente conseguiam crédito aprovado no mesmo lugar, principalmente se os nomes e sobrenomes fossem muito parecidos. Existia uma regra de suspeita de fraude no sistema que os impedia de ter crédito, mesmo comprovando que eram gêmeos. O sistema foi construído de tal forma que não permitia que ambos possuíssem o crédito, quando o segundo tentava sempre era barrado. Até descobrir a falha foi um trabalhão!" Gisele Késsia, mãe de gêmeas - @kessiagusmao
Jemima Pompeu

Quarta-feira, Maio 25, 2011

Registro de Nascimento

A certidão é um registro vital que documenta o nascimento de uma criança. Em todos os países, é da responsabilidade da mãe, do pai, do médico, da parteira ou do administrador hospitalar de verificar se o nascimento foi registrado corretamente. Toda criança tem o direito a uma nacionalidade para provar sua identidade e obter outros direitos através dela.

A cópia do formulário acima (Certificate of live birth) pertence ao presidente norte americano Barack Obama. Este é o modelo utilizado nos EUA, que dá ao gêmeo o direito de se identificar.

No Brasil, o artigo 54 da lei 6.015 que trata dos registros públicos, determina o conteúdo do registro de nascimento, conforme informa o site da UNICEF:
1º) O dia, mês, ano, lugar do nascimento e a hora.
2º) O sexo da criança.
3º) Quando for gêmeo.
4º) O nome e o sobrenome dados à criança.
5º) A declaração de que nasceu morta, ou morreu no ato ou logo depois do parto.
6º) Os nomes e sobrenomes, a naturalidade, a idade da mãe na ocasião do parto, e a profissão, o domicílio dos pais.
7º) Os nomes e sobrenomes dos avós paternos e maternos.
8º) Os nomes e sobrenomes, a profissão e a residência das duas testemunhas do registro, quando o nascimento não tenha acontecido em maternidade.

Além do registro de nascimento, seria bom que todo cidadão nascido de uma gestação gemelar, tivesse essa informação em seu documento de identidade e passaporte. Acredito que esta medida evitaria alguns aborrecimentos e até prejuízos, principalmente aos gêmeos idênticos - na hora de casar, divorciar, votar, viajar, adquirir imóveis e ou empresas etc.

Você conhece um gêmeo (a) que sofreu algum tipo de constrangimento legal? Conte pra gente!
Apoie essa ideia!

Jemima Pompeu

Lia e Melissa

“Uma vez eu li que os espíritos escolhem uma família para nascer. Como já fazia mais de um ano que eu tentava engravidar, quase chorei porque ninguém me queria como mamãe. Hoje eu sei que estava errada, dois anjinhos havia me escolhido, mas eles só viriam se pudessem vir juntos.

Certa noite eu sonhei com minhas filhas, eram duas menininhas lindas. No sonho elas eram diferentes. Tamanhos diferentes, rostos diferentes. Foi um sonho forte, que me deixou para sempre com a vontade de ser mãe dessas meninas. Eu sempre dizia "vou ter duas filhas", só não imaginava que elas seriam gêmeas. Entre esse sonho e a realidade passaram-se anos. Não lembro quantos.

Em 2007 parei de tomar a pílula. Na época meu noivo, disse "tu tem quase 30 anos, acho que é a hora da gente começar a tentar." Morávamos com meus pais, mas sabíamos que se o bebê viesse tudo se ajeitaria. Passou um ano, casamos e mudamos para o nosso apartamento e nada de engravidar.

Meu marido tinha varicocele desde 2002 e então, decidiu operar. Passou mais um ano e nada. E eu ainda lembrava do sonho, só que os rostos das meninas se tornaram borrões. E o desejo de ser mãe ficava cada vez mais vivo.

Comecei a ficar desiludida. Será que nunca serei mãe? Será que ninguém me quer como mãe? E agora? Sei que adotar é um gesto bonito e nobre, mas eu não quero adotar, eu quero as minhas filhas do sonho!

Três anos, três ginecologistas e o mesmo discurso: “Teu ciclo menstrual é regular, teus exames estão normais, você tem que esperar” Quer saber? Cansei de esperar!

Em 2010 procurei uma clínica de fertilidade. Pediram um raio x com contraste das trompas. Como ninguém me pediu isso antes? Epa! Deu uma alteração! Então vamos fazer uma cirurgia exploratória, uma videolabaroscopia. Resultado: endomitreose 2º grau, que foi toda cauterizada.


Cansados de esperar, procuramos ajuda. E assim, os nossos anjinhos vieram. Nem acreditei! E quando eu descobri que eram duas meninas, quase surtei de alegria. As minhas filhinhas do sonho! Elas quiseram vir juntas! Nem tenho palavras para expressar a minha alegria nesse momento. Finalmente meu sonho se tornou realidade e eu posso pegar minhas filhas no colo. É felicidade demais para descrever.

Lia e Melissa nasceram em 14.04.2011, para completar meu coração e minha família e encher a nossa vida de alegria”

Tânia Picon e Frederico Prates
Porto Alegre / RS

Dois úteros e dois bebês! MG

Jucéa Maria de Andrade, de 38 anos, que mora em Três Pontas, na Região Sul de Minas Gerais, teve uma gravidez inusitada.

Ela tem dois úteros, por causa de uma má-formação chamada “útero de Delfos”. Ela engravidou de gêmeos e cada bebê foi formado em um útero diferente. De acordo com a ginecologista Márcia Andréia Mesquita Mendes, que a acompanha desde os primeiros meses de gestação, os óvulos foram fecundados no mesmo dia.

Segundo Jucéa, depois da gravidez da primeira filha, os médicos haviam informado que ela não poderia ficar grávida novamente e, por isso, deixou de usar métodos contraceptivos. De acordo a médica, a má formação pode acarretar abortos.

Mas, através de uma cesariana, os gêmeos nasceram: Isabella com 2,8 quilos e Mateus com 2,20 quilos. Segundo os médicos, os bebês são saudáveis. Assista ao vídeo no G1!

Terça-feira, Maio 24, 2011

Isabella Fiorentino espera trigêmeos!

A apresentadora e modelo Isabella Fiorentino e seu marido Stefano Hawilla esperam trigêmeos. São idênticos e foram concebidos naturalmente.

"Logo no começo do ultrassom, o médico falou que eram gêmeos. Senti uma emoção grande, uma vontade boa de chorar e aí ele disse: Peraí! Tem mais um!

Foi um susto, porque já saí do consultório preocupada e com uma lista de restrições enormes”, afirmou Isabella.
A entrevista completa você pode lê na revista Veja SP.

Clarice, Cecília, Catarina e Camilla

Meu nome é Sandra, tenho 41 anos e sou professora do Ensino Fundamental. Estou casada com Marcellus de Almeida Braga, um advogado de 47 anos.

Nossa história começa com uma enorme vontade de termos outro filho. Temos a Clara que foi concebida naturalmente e nasceu em 1998. Depois de várias tentativas, um aborto e mais tentativas, resolvemos fazer fertilização in vitro. Foram implantados 4 embriões. Depois de 20 dias fizemos e teste e deu positivo. Não me cabia de tanta felicidade. No primeiro ultrassom, lá estavam duas bolinhas redondinhas e lindas. Fiquei muito emocionada e feliz pela possibilidade de ter gêmeos. Saímos de lá felizes da vida. No segundo ultrassom, o médico disse: - "É, tem uma turminha boa aqui! Se eu não estivesse vendo, não acreditaria. Tem QUATRO BEBÊS!”

Gritei, chorei, ri e meu marido ficou mudo e pálido. Depois me deu os parabéns. Foi um misto de sentimentos. Primeiro uma euforia, alegria, felicidade. Depois preocupação com o futuro, com a gestação e com a saúde dos bebês. Tive um hematoma no útero que me causou sangramento por três meses. Foi um período de angústia e ansiedade, pois não queria perder nenhum bebê. Graças a Deus tive acompanhamento médico excelente. Uma pessoa muito confiável, meu pai. Obviamente ele ficou muito preocupado, mas tudo deu certo. Minha mãe mudou-se de Portugal para o Brasil, com o propósito de nos ajudar. Se não fosse ela no início, teríamos ficado muito atrapalhados. Clara tomou um grande susto, pois foi filha única durante onze anos. A gestação foi tranquila, engordei 18 kg e fiquei de repouso absoluto desde o quinto mês.

Com 29 semanas, dia 13/04/2009 nossas bonequinhas nasceram pelas mãos do avô, na seguinte ordem: Clarice com 1.140 kg - Cecília com 1.000 kg - Catarina com 800 gramas - Camilla com 885 gramas.

Duas são bivitelinas e duas univitelinas. Depois de vários meses na UTI Neonatal, infecções, hemorragias, elas foram aos poucos recebendo alta, uma por vez. Com todas em casa ficamos aliviados e muito, muito, muito cansados. Tivemos que contratar uma babá, a família se revezava para nos ajudar e assim passamos o primeiro ano com muito trabalho e muita alegria. Nossa casa nunca mais ficou vazia. Está sempre cheia de gente. A Clara continua ajudando muito, ela se revelou uma ótima irmã.

Ser mãe de quadrigêmeas é um enorme desafio. Tem horas que dá vontade de pegar todas no colo, mas não posso. Tudo aqui é quadruplicado, inclusive a alegria, a farra, a falta de sono dos pais, a troca de afeto, os choros, as viroses etc.

Agradeço a Deus por nos ter confiado tal missão. Claro que recebemos ajuda da família e dos amigos. Sem eles tudo seria mais difícil. Não consigo pensar na minha vida sem minhas bonequinhas. Espero que o site permaneça e cresça, porque no futuro, gostaria de ler o relato das minhas filhas aqui.

Quem quiser acompanhar nossa história, pode acessar o blog Big Família. Um grande abraço!”

Sandra de Azevedo Moraes Braga


Belo Horizonte / MG

60 anos das Reginas!

"Queremos homenagear nossas mães por uma data muito especial. Ambas estão estreando como sexagenárias.
A história de vida delas é marcante, pois quando nasceram em 2/7/1951, na pequena cidade de Juazeiro do Norte, no Estado do Ceará, deixaram nossos avós felizes da vida!

Nossa bisavó contava que todos queriam conhecer as gêmeas univitelinas: as primeiras filhas do casal José Pereira Nobre e Maria Neide Pereira Nobre, inclusive até fila tinha na porta da casa. Até hoje são confundidas, pois são tão parecidas fisicamente que nossos avós contavam histórias engraçadas sobre tamanha semelhança.

Regina Neide é odontóloga e Regina Helena agrônoma. Poderiam estar aposentadas, mas preferem estar na ativa porque amam a profissão que escolheram. Elas são pessoas simples, verdadeiras, honestas e muito humanas; excelentes mães, boas filhas e amiga de todos. Fomos educados com valores éticos e morais. Ambas estão sempre presentes em nossas vidas, principalmente nos momentos de decisão.

Queremos agradecer a Deus pelo dom de suas vidas e dizer que são muito preciosas para nós e que temos muito amor por elas. Um beijo carinhoso dos seus filhos de Regina Neide, Carlos Gustavo e Maurício Filho. E da filha de Regina Helena, Ticiana, além de Eduardinho (neto de Regina Neide)"

(Fonte: O Povo Online)

Remee e Kian

Uma inglesa deu à luz as gêmeas de cores diferentes em 2005: Remee, branca e Kian, negra. A mãe Kylie Hodgson e o pai Remi Horder, são filhos de casais mistos. Segundo os especialistas, a chance disso acontecer é de uma em um milhão. Trata-se de dois óvulos fertilizados por dois espermatozóides ao mesmo tempo.

(Fonte: DailyMail News)

Segunda-feira, Maio 23, 2011

Maria Helena e Maria Lúcia

"Meu nome é Maria Lúcia, tenho 54 anos e sou gêmea univitelina de Maria Helena. Nascemos no dia 24 de fevereiro de 1957, na cidade de Três Rios, RJ.

Minha mãe nem imaginava que estava esperando gêmeas, pois sua barriga apresentou um tamanho normal durante os nove meses de gestação. Nosso parto aconteceu em casa com a ajuda de uma parteira e o susto foi grande. Meu pai queria muito que fosse um menino e, quando soube que eram duas meninas, desmaiou. Éramos bem magrinhas, minha irmã pesava 2,1 kg e eu, 1,7 kg. Nem sei como consegui sobreviver! As roupinhas do enxoval ficaram tão grandes, que foi preciso organizar um mutirão com as costureiras da família, para que elas confeccionassem dois novos enxovais em uma semana.

Apesar de iguais na aparência física, eu e minha irmã tínhamos personalidades bem diferentes. A Lena era a tempestade e eu, a calmaria. Ela foi uma criança bem arteira e, muitas vezes, eu levei a culpa de suas travessuras. Acredito que esse tenha sido um ponto negativo de ser gêmea. (rs)

Na escola primária, nos colocavam em todas as apresentações teatrais, pois achavam bonitinho ver as gêmeas, lado a lado, no palco. Aos onze anos, fomos estudar numa outra escola, onde havia mais algumas crianças gêmeas e, assim, deixamos de ser a atração principal dos eventos.

Uma curiosidade é que tivemos a nossa primeira menstruação no mesmo dia, com apenas 10 anos. Nunca fiquei sabendo de outro caso assim.

Quando tínhamos dezesseis anos, comecei a paquerar um rapaz, que acabou se tornando meu namorado. Ele não sabia que éramos gêmeas e paquerava as duas ao mesmo tempo. No dia em que resolveu “pedir para namorar”, ele veio falar comigo. Quando eu o apresentei para minha irmã, os dois riam sem parar e só depois fui entender o motivo.

Em 1975, no último ano do colegial, minha irmã adoeceu. A princípio, acharam que ela estivesse com leucemia, mas depois descobriram que ela tinha uma doença chamada Lupus. Graças aos cuidados da minha mãe, minha irmã viveu bem por muitos anos, até que uma depressão, seguida de uma pneumonia, acabou causando o seu falecimento. Guardo comigo a lembrança de todos os momentos que passamos juntas e também a certeza de que a nossa história ainda não chegou ao fim.

Atualmente, moro em Minas Gerais, sou casada e tenho uma filha de 31 anos. Agradeço a Jemima o convite para escrever este relato e desejo felicidades para todos" @luciamarangon

Juiz de Fora / MG

John e Gustav

Julie Bowen é uma atriz norte americana nascida em Baltimore, dia 3 de março de 1970. Ficou conhecida ao interpretar os papeis de Carol Vessey na série “Ed”, Denise Bauer em “Boston Legal” e Claire Dunphy em “Modern Family”

Julie se casou com Scott Phillips em setembro de 2004. Seu filho, Oliver McLanahan Phillips, nasceu em 10 de abril de 2007 em Los Angeles. Em 8 de maio de 2009 ela deu à luz aos gêmeos John e Gustav.

Deise teve síndrome hellp

Psicóloga teve gêmeas prematuras e passou mais de oito meses na UTI.
As gêmeas Manuela e Valentina, hoje com um ano e sete meses, nasceram prematuras, aos cinco meses. A mãe, Deise Helena de Simoni, teve uma complicação rara durante a gravidez, chamada Síndrome Hellp.


Deise apresentava pressão alta, inchaço no fígado, rins parando de funcionar e plaquetas caindo. Diante do quadro, a equipe médica resolveu fazer o parto das crianças para que a psicóloga tivesse chance de sobreviver. Manuela nasceu com 705 gramas e ficou quatro meses na UTI Neo Natal. Valentina nasceu com 410 gramas e ficou mais de oito meses na UTI. Como uma mãe consegue superar isso? “Com muita fé e sabendo que nada acontece por acaso. Acredito que Deus rege todas as coisas, mas a gente tem que lutar até o fim, como fiz com minhas filhas.” disse Deise.

(Fonte: IG / Foto: Ilustrativa)

Sexta-feira, Maio 20, 2011

Anticorpo defende pulmões de bebês

(Lara na UTI Neonatal. Davi, seu irmão gêmeo, não resistiu)

"Uma revisão recente na literatura médica, feita por um grupo de especialistas reunidos na Associação Americana de Pediatria, reafirma a eficácia de uma droga clonada em laboratório que pode salvar vidas de bebês prematuros e de crianças consideradas de alto risco nascidas de partos normais, com até 2 anos. O primeiro grande estudo com o palivizumabe — um anticorpo monoclonal humanizado, obtido em laboratório com uma técnica de rearranjo do DNA — tem mais de uma década e foi produzido por cientistas do Reino Unido, do Canadá e dos Estados Unidos.

A pediatra Miza Vidigal, que trabalha em unidades de terapia intensiva neonatal de hospitais públicos e privados de Brasília (DF), explica que o bebê deve receber cinco doses para assegurar a imunização. “Como não se trata de uma vacina, mas de um anticorpo monoclonal, é preciso repetir a dose por cinco meses e os custos são muito altos. Uma só etapa do tratamento não sai por menos de R$ 30 mil. Nesse caso, a substância age como uma espécie de soro" diz.

Miza é uma das poucas especialistas na capital federal a prescrever o uso do palivizumabe. “O ideal era que os bebês atendidos fossem acompanhados por meio de um protocolo específico. Distribuir o medicamento sai muito mais barato para o estado do que manter a criança numa Unidade de Terapia Intensiva (UTI)”, acrescenta.

Foi graças ao medicamento que a pequena Lara Barros Barbosa, de 6 meses, está viva, apesar de a Secretaria de Saúde de Brasília não fornecer a droga a hospitais da rede pública. Lara nasceu com 26 semanas, pesando 1,125kg; e seu irmão gêmeo, Davi, com 1,135kg. “Eles foram direto para a incubadora. Davi não resistiu, mas Lara, sim, depois de ficar 76 dias na UTI”, lembra Michelle Simonela Barros Barbosa, mãe da pequena.

Outras investigações sobre o uso do anticorpo em prematuros de risco mostram que a droga reduziu a incidência de hospitalização relacionada ao vírus sincicial respiratório em 70% no Brasil"

Vale a pena ler o artigo na íntegra no Diário de Pernambuco.

Pâmela Raissa

Olá Jemima!
Sou grata por manter contato com alguém como você, principalmente por causa deste maravilhoso projeto. Os relatos me ajudam muito! Encontro informações muito importantes sobre este mundo gemelar, do qual acabei de entrar.

Gravidez gemelar É SIM uma gravidez diferente das outras. Confesso que até fiquei um pouco "metida" com isso. Sinto vontade de gritar para o mundo, tamanha é minha alegria. Agora estou entrando na 35ª semana. A gestação está indo bem, apesar da minha ansiedade.

Num ultrassom pude ver que uma bebê estava sentada e a outra estava de cabeça pra baixo. Vimos uma chutando a cabecinha da outra. Todos os exames mostram que elas estão bem. Elas se mexem cada vez mais, com mais intensidade. Converso muito com elas e a sensação é maravilhosa. Cada dia que passa, fico mais surpresa com os movimentos delas.

Outro ponto que gostaria de ressaltar é o que penso muito a respeito da criação delas. Pretendo não fazer comparações, quero respeitar a individualidade de cada uma. Sei que talvez elas possam ser bem diferentes na personalidade e tentarei respeitar essa diferença. Desejo que elas sejam unidas e companheiras sempre.

O último ultrassom mostrou que elas estão pesando 2 kg cada, aproximadamente. A ficha começa a cair, está chegando a hora delas nascerem. Quando imagino as duas fora de mim, choro muito. Ainda me vejo como uma menina, pois farei 19 anos em agosto. Sinto medo, mas agora sou MÃE.

Sei da responsabilidade que carrego. Sei também que vou amadurecer mais rápido com a maternidade. Tenho muito a aprender e estou disposta a isso. Apesar da insegurança, estou muito feliz e não troco essa felicidade por nada.

Nessas duas ultimas semanas minha barriga deu uma boa esticada, e não teve hidratante nem óleo de amêndoas que conteve as estrias. Mas, não ligo. O que importa é que as meninas são os grandes amores da nossa vida. Bianca e Melissa já são muito amadas e serão muito bem recebidas.

Pâmela Raissa foi a ganhadora da camiseta exclusiva sorteada aqui. Ela e seu marido Anderson, esperam pelas gêmeas Bianca e Melissa, que estão quase chegando!
Campinas / SP

Mães se superam para criar gêmeos

Ser mãe de múltiplos não é nada fácil, compromissos e preocupações que não acabam mais: é uma tentativa incansável de promover a justiça, não deixando ninguém em desvantagem, essa é a preocupação da juíza Ângela Martinez Heinrich, da empresária Jaqueline de Oliveira Lopes e da professora Poliana Kellen Volpe Mozine:

(A juíza Ângela Heinrich com os filhos Thomaz, Renzo e Hugo, a babá e a mãe Carmem - Foto: Paulo Cansini)

Além de juíza, Ângela é uma mãe dedicada. Há cinco anos vive o desafio de criar Thomaz, Renzo e Hugo - um trio que mudou sua rotina. A gravidez foi muito desejada, fez oito fertilizações in vitro e quatro inseminações. Ficou feliz quando soube que estava grávida de quatro - isso porque as chances de engravidar eram de 4%. A emoção foi única. No segundo mês de gravidez perdeu um dos filhos. Ângela Heinrich em princípio ainda teve que ser pai e mãe. Seu marido, o promotor de justiça Antenor Moinhos Trevelin Junior, morreu um mês antes dos filhos nascerem. A doença do marido foi seu maior desafio no período de gestação. Mas hoje vê nas crianças muitas semelhanças com o pai e chega até se emocionar. Hoje ela está casada e também conta com uma babá e a mãe Carmem.

(Jaqueline Lopes com os trigêmeos Rafael, Julia e Vitor - Foto: Paulo Cansini)

Para a empresária Jaqueline de Oliveira Lopes ser mãe de múltiplos não é nada fácil, preocupações e carinho, tudo em dobro. Casada com o empresário Gustavo Menin, ela é mãe dos trigêmeos: Rafael, Julia e Vitor, de quase 3 anos e de um adolescente de 16 anos. Nunca pensou em ter uma família grande, mas hoje também convive com outros dois filhos do marido. Com a chegada dos trigêmeos, Jaqueline vendeu duas lojas e ficou apenas com uma. Ela também fez fertilização. Teve ajuda de duas babás. “Qualquer trabalho extra não é nada perto da felicidade que eles proporcionam. Digo que sou abençoada e agradeço todos os dias em oração a Deus pela oportunidade de poder educar meus anjinhos, é um estado de graça”, conclui Jaqueline.

(Poliana Volpe Mozine com os filhos Leonardo, Gustavo e Antonio. A pequena Bethania ainda está na maternidade.
Foto: Ricardo Prado)


A professora Poliana Kellen Volpe Mozine é mãe de quatro bebês que nasceram dia 15 de abril passado, no hospital da Unimar. Casada com Andrei, ela deu à luz a quadrigêmeos bivitelinos: Bethania, Leonardo, Gustavo e Antonio. Com dificuldades para engravidar, depois de oito anos de tentativas frustradas, Poliana acabou surpreendida pela notícia de que os quatro embriões implantados deram origem a quatro bebês saudáveis. O obstetra de Poliana, Luciano Junqueira afirma que gestação de quatro bebes é extremamente rara, ainda mais que ela suportou a gestação por 32 semanas. O pai Andrei gosta de dizer, que está “tetrafeliz” com quatro filhos. Poliana recebeu várias doações com o chá de bebê e se preparou como pode. Para ela, Deus não escolhe os capacitados e sim, capacita os escolhidos.
(Fonte: Diário de Marília)

Quinta-feira, Maio 19, 2011

Renata Teixeira

“Minha vida é um desarranjo completo, um desastre. Sempre me senti muito, muito sozinha e nada, nem mesmo os namorados mais bacanas que tive, conseguiram fazer essa sensação de abandono sumir. Eu sou um ser abandonado e sei que nunca vai ser diferente. Nunca tive medo da morte e a enxergo como sendo um alívio, um livramento de todos os problemas dessa vida chata, que eu nunca pedi pra viver e nunca desejei viver. Na verdade eu queria tanto que a morte não fosse algo doloroso e demorado.

O primeiro filho da minha mãe, Ézio, nasceu em 1976. Em 1977 nascemos eu e meu irmão gêmeo. Porém, ele viveu apenas oito dias, faleceu por problemas respiratórios. Como é morrer sem poder respirar? Ele deve ter sofrido muito e eu não pude fazer nada pra ajudá-lo.

Dois anos depois minha mãe teve outra gravidez e a bebezinha passou da hora de nascer. Morávamos no interior do estado de Minas Gerais e era carnaval. O médico estava muito ocupado na folia. Nunca tinha pensado nisso antes, mas me veio agora que talvez seja por isso que eu odeio carnaval.

Crescemos em uma fazenda onde meu pai trabalhava como lavrador e quando ele perdia o emprego, tínhamos de mudar para outra. Nunca nos faltou nada, pois na roça tem-se de tudo: frutas e verduras, rio pra nadar, animais para brincar, árvores pra subir, campos para correr. E o melhor, na roça todos são iguais, ninguém te despreza por você não ter um tênis de grife da última coleção.

Quando eu tinha 13 anos e meu irmão 14 nossa família se mudou para uma cidade da região metropolitana de Belo Horizonte. No nosso primeiro dia de aula os outros adolescentes riam de nós dois, pois não usávamos jeans, tênis e camiseta do colégio. Usávamos sapatos, calça e camisa de tergal que era o nosso antigo uniforme da escola da roça. Viver naquele lugar foi horrível. Meus pais ainda moram lá e meu irmão está enterrado no cemitério de lá.

O Ézio faleceu em 27 de julho de 2004 de parada cardíaca, em função das várias tentativas de suicídio. Nunca tive a coragem dele de ir até o fim em algo que se quer. Sempre fui acomodada e sempre desviei minha atenção para o trabalho para não ter que me enfrentar e enfrentar a minha infelicidade e solidão.

Nunca tive uma ‘melhor amiga’ ou ‘um melhor amigo pra sempre’ e já desisti de acreditar que os terei. Acho que só meus irmãos seriam meus melhores amigos pra sempre. Agradeço a Deus por ter amigas e amigos fantásticos a quem amo muito, mas não consigo entender porque Ele faz isso, leva metade de um ser e deixa a outra metade sozinha para sofrer. Não sei por que Deus levou meus irmãos e me deixou para sofrer sozinha nesse mundo mal e horrível” Renata.

Rio de Janeiro / RJ

Pepsi e Operação Sorriso

Rapp Brasil cria campanha no facebook da Pepsi para apoiar a Operação Sorriso na América Latina. Ações de responsabilidade social realizadas pela Pepsi, em 2010, geraram 600 cirurgias de correção de fenda palatina em crianças carentes.

Dando continuidade a esta campanha criada pela Pepsi, em parceria com a Operação Sorriso, a Rapp Brasil coloca no Facebook a nova edição da ação que vai beneficiar centenas de crianças em diversos países da América Latina. A entidade sem fins lucrativos que atua em diversos países, ganha uma área especial no Facebook da marca Pepsi para divulgar a ação para o público de uma maneira inovadora e criativa.

Na página, haverá um aplicativo de áudio que disponibilizará cinco tipos de risadas de crianças. Toda vez que uma pessoa apertar a tecla “play” para escutar um dos áudios, a Pepsi vai doar US$ 0,50. Nesse mesmo ambiente, haverá fotografias das crianças-símbolo da entidade em preto e branco, divididas em pequenos quadrados. Cada vez que uma pessoa ouvir uma das risadas, um desses quadrados ficará colorido. O site terá um contador automático que mostrará a progressão da quantidade de dólares arrecadada até chegar à marca de US$ 100 mil.

As pessoas também poderão enviar mensagens de apoio aos seus seguidores pelo Twitter da Pepsi, por meio da hashtag #os_pepsi. Quem quiser fazer doações adicionais pode acessar o site da Fundação Operação Sorriso

De acordo com Mauro Letizia, VP de Criação Digital da Rapp Brasil, a campanha ganha uma dimensão mais ampla com o Facebook, já que a intenção é engajar o maior número de pessoas na causa.
Por Luciana Reis

Porque os gêmeos não constam nas estatísticas?

(Foto e Artigo de Carolina Faria)

"Não se pode negar que os gêmeos exercem fascínio sobre nós, pois é um tema perene. Sabe-se que, há muitos séculos nascem gêmeos no mundo todo e uma das histórias mais antigas está mencionada no livro de Gênesis: Rebeca concebe os gêmeos Jacó e Esaú.

Com a reprodução assistida, o número de nascimento gemelar aumentou muito nos últimos anos. Existem cidades como Cândido Godói (RS) e Pedralva (Sul de MG) com o índice bem elevado.

Além do fato de que a maternidade vem sendo adiada, e de acordo com algumas pesquisas, a mulher acima dos 30 anos tem maior probabilidade de gerar gêmeos naturalmente. Apesar do crescente número de gestação gemelar, não há ainda no Brasil um cadastro nacional de gêmeos. Então se pergunta: por que os gêmeos não estão nas estatísticas?

Quem questiona é a blogueira paulistana Jemima Pompeu de 42 anos. Ela é gêmea bivitelina de Kesia Pompeu e mentora do projeto Vizinhos de Útero, um site criado com o propósito de reunir histórias de gêmeos adultos, contadas por eles próprios e por seus familiares.

Em uma conversa por telefone, ela ressaltou que seu objetivo é lutar para que a população gemelar brasileira conste no CENSO/IBGE, pois acredita que esses dados podem beneficiar as pesquisas nas áreas da biologia e reprodução humana.

Além da própria história, a autora disponibiliza matérias relacionadas ao assunto, fotos, curiosidades e depoimentos emocionantes. Criado em março de 2010 o site Vizinhos de Útero já se tornou referência no assunto e vem recebendo diversos relatos do Brasil e do exterior. Vale ressaltar que este projeto teve a indicação no twitter do jornalista e apresentador William Bonner que é pai de trigêmeos"

(Fonte: http://www.carolinafariaescritora.blogspot.com)